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Notícias: Brasil
Olheando desde fora: En Brasil se escuchan los ruídos de um terremoto, o será uma tremidinha? PDF Imprimir E-mail
Escrito por Indicado en la materia   
Domingo, 22 de Abril de 2012 10:58

O Brasil parece à beira de um terremoto político cuja extensão e intensidade são imprevisíveis. A causa são gravações feitas em investigação da Polícia Federal sobre a rede de corrupção e negócios do contraventor Carlos Augusto de Almeira Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira.

O conteúdo das gravações, que há mais de dez dias vazam a conta gotas, revela uma organização com tentáculos em vários partidos e governos. A primeiro vítima política do escândalo é o senador Demóstenes Torres, uma das estrelas da oposição, que construiu sua imagem de paladino da luta contra a corrupção desde o escândalo do “mensalão” no primeiro mandato do presidente Lula. As fitas mostram uma associação estreita entre o senador e Carlos Cachoeira, ambos do estado de Goiás. Do mesmo estado, é o governador Marco Perilo, do PSDB, também suspeito de manter relações pouco republicanas com o contraventor. Perilo destacou-se no período do mensalão por declarar que Lula sabia do esquema presumivelmente orquestrado por José Dirceu, então chefe da Casa Civil.

O PT logo sentiu a oportunidade de vingar-se de seus algozes e deslocar a atenção do público do julgamento do mensalão, que se aproxima no Supremo Tribunal Federal, podendo realizar-se ainda este ano. Entre os réus, está José Dirceu, acusado pelo Procurador Geral de ser o “chefe” do esquema que corrompia deputados em troca de apoio ao governo.

No início da semana passada, com o suposto incentivo de Lula, o partido decidiu propor a criação de uma CPI mista da Câmara e do Senado para investigar as relações de Carlos Cachoeira no mundo político. Nesta terça, o pedido de abertura da CPI foi protocolado, com a assinatura de 340 deputados e 67 senadores, número mais que suficiente para a sua instalação.

Todos os partidos principais apoiam a CPI, embora nenhum deles tenha real interesse de que ela cumpra cabalmente os seus objetivos. Como não demorou a se tornar evidente, o esquema de Carlinhos Cachoeira é pluripartidário. As gravações vazadas indicam o envolvimento do governador de Brasília, que pertence ao PT, e a participação da construtora Delta, cujo dono é amigo íntimo do governador do Rio de Janeiro, uma das lideranças nacionais do PMDB. Pequena até recentemente, a Delta tornou-se uma das grandes construturas do país, graças a um desempenho extraordinário nas licitações de obras públicas em vários estados, entre eles o Rio de Janeiro, e no governo federal. Ano passado, ela foi a empresa que mais recursos recebeu do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), um conjunto de obras de infra-estrutura que se espalha pelo território nacional, entre elas grandes reformas ou construções de estádios para a Copa do Mundo de 2014.

A pergunta que está no ar é até onde irão as relações de Carlos Cachoeira no mundo político e até que ponto os parlamentares irão em suas investigações. Impelidos a aderir à ideia da CPI pelo movimento “instintivo” de parte do PT, os partidos, inclusive o próprio PT, tratam agora de ocupar posições que lhes permitam dirigir os trabalhos da CPI. O objetivo é de sejam alvejados somente os adversários.

Nessa batalha, os dois principais partidos da base governista levam enorme vantagem. Mas tampouco entre eles existe firme relação de lealdade que assegure o controle dos limites e dos alvos da CPI. A presidente Dilma teme que o PMDB use a investigação para machucar o PT e aumentar seu poder de barganha com o Executivo. A verdade é que os partidos estão a reboque dos vazamentos promovidos seletiva e paulatinamente para a imprensa. Os autos do processo resultam de dois anos de investigação e, até o momento, em tese, só a Polícia Federal e a cúpula do Ministério Público Federal conhecem a totalidade do seu conteúdo. Há muita coisa ainda para vir a público. Dificilmente os partidos poderão assumir as rédeas de um processo que ganhou dinâmica própria.

No curto prazo, embora a CPI represente risco para o governo, a imagem e a autoridade da presidente Dilma devem sair fortalecidas, por contraste com a desmoralização adicional do Congresso e dos partidos. Pesquisa recente do IBOPE mostra que a aprovação à Dilma alcançou o percentual de 77%, um dos maiores desde sempre. A popularidade da presidente reflete, em boa parte, a percepção de que ela está acima das “imundices da política”. O fato de que tenha demitido seis ministros acusados de corrupção e/ou tráfico de influência e de que revele inconformidade e irritação frente às demandas dos partidos, mesmo quando têm de atendê-las, contam pontos a seu favor. Tal imagem positiva pode desmoronar caso surjam indícios de que os tentáculos de Cachoeira penetraram os núcleos de poder do Executivo federal, incluindo grandes empresas estatais. Ao que tudo indica, não é o caso, menos pela invulnerabilidade desses núcleos e mais pelos sinais de que o contraventor operava (ainda?) na periferia do sistema político. Em tese, o escândalo amplia o poder de manobra e iniciativa de Dilma. Resta saber se ela saberá aproveitar o momento e o que fará com esse maior poder de iniciativa. Terá, porém, e sobre isso não resta dúvida, de responder a duras perguntas. Por exemplo, suspenderá as obras em execução pela Delta, se se comprovar que a empresa organizou um vasto esquema de corrupção e financiamento eleitoral?

A médio prazo, o escândalo, por seu caráter ecumênico, por assim dizer, representa mais um golpe no já combalido prestígio do Congresso, dos partidos e dos políticos. Estaria o Brasil chegando a um ponto de saturação similar ao que levou ao colapso do sistema de partidos na Itália, na primeira metade dos anos 90? Não é o mais provável, mas seguindo nessa toada cedo ou tarde chegaremos lá. Não custa lembrar que, na Itália, o colapso do velho sistema de partidos deu lugar a um Berlusconi. Lá, o que era ruim talvez tenha ficado pior ainda. Aqui, no momento, nenhuma das lideranças mais proeminentes – os chamados presidenciáveis – preenche o perfil de um candidato anti-sistema, real ou farsesco. Nem o eleitorado parece inclinado a votar em um candidato assim. Mas as chances de uma aposta política desse tipo crescerão se o sistema político brasileiro não encontrar forças, sob a pressão da sociedade, para tornar-se não apenas mais democrático, mas também muito mais republicano.

Seria esperar demais que a presidente Dilma, em meio às turbulências que se avizinham, colocasse a sua liderança a serviço de uma agenda de reforma institucional e pregação ética que pudesse representar um avanço nessa direção, e não a favor de um acordão que poupasse os partidos em nome da “governabilidade”? Não há solução mágica para todos os males que mais esse escândalo revela. Mas algumas medidas são essenciais. A redução drástica dos 20 mil cargos de livre nomeação na máquina federal, butim disputado a tapa pelos partidos, seria um bom exemplo a ser dado.

Infolatam
19 de abril de 2012
Por Sergio Fausto

Sergio Fausto

Sergio Fausto

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Sérgio Fausto é politólogo e se desempenha como diretor executivo do Instituto Fernando Henrique Cardoso. É codiretor do projeto Plataforma Democrática e da Colección El Estado de la democracia en América Latina. É membro do Grupo de Análise da Conjuntura Internacional (Gacint) da Universidade de São Paulo e articulista do jornal O Estado de São Paulo. Foi assessor do Ministério da Fazenda e do Ministério de Planificação entre 1995 e 2002, e investigador do Centro Brasileiro de Análises e Planificação (CBRAP).

Última actualización el Domingo, 22 de Abril de 2012 11:11
 
Os espanhóis situam Kirchner ao nível de desprestígio de Putin e Raúl Castro, segundo Elcano PDF Imprimir E-mail
Escrito por Indicado en la materia   
Jueves, 19 de Abril de 2012 21:54

Os espanhóis colocam a presidenta argentina Cristina Fernández de Kirchner ao mesmo nível de desprestígio de Raúl Castro e Vladimir Putin, como um dos líderes internacional pior valorizado, segundo os resultados do último barômetro do Real Instituto Elcano apresentados nesta quarta-feira em Madri.

Oito em cada dez cidadãos espanhóis (82,6%) recusam a decisão da presidenta argentina, Cristina Fernández, de expropriar a petroleira YPF da Repsol e consideram uma medida grave, que pode prejudicar as relações entre ambos países para 50% da população.

Fernández vê afundada sua imagem entre os espanhóis ao obter em uma nota de 3,4 após decretar a expropriação, quando há um mês sua valoração era de 5. O estudo mostra uma “condenação clara” à ação do governo argentino, segundo o pesquisador principal da Imagem Exterior de Espanha, Javier Noya. “Os adjetivos que diziam à presidenta argentina eram todo um poema“, sublinhou.

O líder mundial melhor valorizado para os espanhóis é o presidente de Estados Unidos, Barack Obama, com uma nota de 6,2 seguido de perto pela chanceler alemã, Angela Merkel com 5,6.

Por sua vez, o dirigente político pior valorizado é o cubano Raúl Castro com 2,7 de valoração acompanhado por seu homólogo russo Vladimir Putin com 3,4.

89% dos cidadãos está preocupado com a possibilidade da quebra do euro e as repercussões negativas que acarretaria este fato, conquanto só um terço dos consultados acha que a Espanha terá que ser resgatada pela UE.

O estudo, realizado com um milhar de pessoas na segunda quinzena de março e atualizado entre os dias 13 e 17 deste mês, revela que 84,1% dos espanhóis acha que a situação econômica é má.

Apenas um terço dos entrevistados (35,3%) pensa que a situação melhorará no futuro, porcentagem similar ao número de pessoas que responde que seguirá igual e um pouco superior ao dos que dizem que piorará (28,4%).

Este pessimismo é transferido quando se pergunta pela possibilidade da quebra do euro. Um total de 89% dos cidadãos consideram importante esta ameaça, por isso o Real Instituto Elcano conclui que existe alarme social” em torno deste possível cenário.

Não obstante, mais da metade dos espanhóis (57,3 %) está convencida de que a Espanha não terá que ser resgatada, frente ao 30,8% que acredita nisso.

Ainda que a Alemanha seja o país mais valorizado pelos entrevistados, com uma nota de 6,4, três em cada quatro cidadãos (75%) consideram que esta nação não leva em conta os interesses da economia espanhola.

Um total de 73,8% dos cidadãos pensa que a Espanha deveria reforçar suas relações com a Alemanha, já que uma ampla maioria (87%) está de acordo que este é o país que manda na Europa.

Infolatam/rtve
Madri, 18 abril 2012

Última actualización el Jueves, 19 de Abril de 2012 21:59
 
Cúpula Américas: Obama não vê Venezuela como “ameaça” e defende mudanças em Cuba PDF Imprimir E-mail
Escrito por Indicado en la materia   
Lunes, 16 de Abril de 2012 15:11

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta sexta-feira que não vê a Venezuela como uma “ameaça” e voltou a insistir que Cuba deve promover mudanças rumo à democracia, em entrevista dada a uma emissora colombiana durante sua chegada ao país para assistir à Cúpula das Américas.

Infolatam/Efe
Cartagena (Colômbia), 13 abril 2012

“Não vemos a Venezuela como uma ameaça para os EUA”, disse Obama à “Caracol Televisión”, mas afirmou que esse país “em alguns momentos” mudou suas alianças na região “de forma destrutiva”.

Atualmente, Venezuela e EUA não têm relações diplomáticas em nível de embaixadores.

Há “princípios” importantes que os EUA defendem, como a democracia, a liberdade de expressão e os direitos humanos, ressaltou Obama, que neste sábado participará da 6ª Cúpula das Américas.

Quanto a Cuba, o líder americano comentou que continua sendo um Estado “antidemocrático e autoritário”, e que não são os EUA os que impedem sua participação na Cúpula das Américas, e sim suas práticas “contrárias” aos direitos universais.

“Não podemos fechar os olhos aos abusos que acontecem” em Cuba, explicou Obama, antes de lembrar que durante seu mandato aprovou a flexibilização das viagens de cubano-americanos à ilha e o envio de remessas.

Obama encerrará neste sábado um fórum de empresários antes de assistir à abertura da Cúpula das Américas, dominada pela ausência de Cuba e o debate sobre a luta antidrogas, no que os EUA se opõem à descriminalização como solução.

 
Cuba: a Igreja católica celebrará um polêmico foro de diálogo sobre a "emigração" PDF Imprimir E-mail
Escrito por Indicado en la materia   
Sábado, 21 de Abril de 2012 12:13

A Igreja católica reunirá em Havana cerca de 60 acadêmicos e especialistas residentes na ilha e nos Estados Unidos (excluíndo os opositores), para "dialogar" dos dias 19 ao 21 sobre temas como a diáspora, a economia, a cultura e a legislação, informaram os organizadores do encontro.

Uma nota divulgada à imprensa pelo diretor da revista “Palavra Nova” da Arquidiocese de Havana, Orlando Márquez, indicou que “é a primeira vez que desde a Igreja se convoca a um evento deste tipo”.

“Nosso propósito é contribuir, com espírito de diálogo (sem a oposição?) e como parte da sociedade cubana, em bem do nosso país e seus cidadãos” acrescentou.

Durante o foro será apresentado o documento “A diáspora cubana no século XXI”, resultado de uma análise a respeito das perspectivas atuais da relação entre os emigrados cubanos e seu país de origem, que tem como referência o processo de atualização do modelo econômico socialista da ilha.

A apresentação do documento em Cuba-coordenada pelo “Palavra Nova”- se produz depois que ocorreu nas cidades estadunidenses de Washington e Miami, na Cidade México e Madri.

Márquez explicou que para a elaboração desse trabalho o Instituto de Investigações sobre Cuba da Universidade Internacional da Flórida (FIU), dos Estados Unidos, criou a princípios do ano de 2011 uma comissão integrada por vários acadêmicos cubano-americanos, à qual foi convidado a participar.

Avançou-se que neste foro de Havana participarão dois dos co-autores do documento: Uva de Aragón e Jorge Duany, residentes em Miami e Porto Rico, respectivamente. Um terceiro co-autor foi vetado pela ditadura castrista para viajar à Havana.

Ainda assim, detalhou que entre os assistentes figuram três cubanos residentes nos Estados Unidos, mais de 20 acadêmicos e especialistas da ilha (todos oficialistas e nenhum opositor) e uma cifra similar de representantes da Igreja católica.

Traduzido por Infolatam

Infolatam/Efe
La Habana, 19 de abril de 2012

Última actualización el Sábado, 21 de Abril de 2012 12:21
 
Igreja em Cuba promove fórum de diálogo sobre a emigração PDF Imprimir E-mail
Escrito por Indicado en la materia   
Jueves, 19 de Abril de 2012 21:37



Havana (RV) – A Arquidiocese de Havana reúne, a partir desta quinta-feira, cerca de 60 acadêmicos e especialistas residentes na Ilha e nos Estados Unidos para dialogar sobre temas como a diáspora, a economia, a cultura e a legislação.

Uma nota divulgada à imprensa pelo Diretor da revista "Palabra Nueva", da Arquidiocese de Havana, Orlando Márquez, indicou que é a primeira vez que a Igreja convoca um evento do gênero.

"Nosso propósito é contribuir, com espírito de diálogo e como
parte da sociedade cubana, para o bem do nosso país e dos seus cidadãos", acrescentou.

Durante o Fórum, que se realiza até sábado, será apresentado o documento "A diáspora cubana no século XXI", resultado de uma análise acerca das perspectivas atuais da relação entre os emigrados cubanos e seu país de origem, que tem como referência o processo de atualização do modelo econômico socialista da Ilha.

Este documento já foi apresentado nos Estados Unidos, México e Espanha, nas cidades de Washington, Miami, Cidade do México e Madri.

(BF)

Última actualización el Jueves, 19 de Abril de 2012 21:41
 
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