'Si los diplomáticos cubanos se comportan así, ¿cómo se comporta la Policía?'

El comportamiento de la delegación cubana que boicoteó este martes en Nueva York ...

La Justicia peruana acepta la apelación de Keiko Fujimori y decreta su libertad provisional

La Sala Penal Nacional de Perú aceptó este miércoles los recursos de ...

El representante de Acnur e Iván Duque ven necesaria una respuesta regional al éxodo venezolano

El enviado de Acnur y la Organización Internacional para las Migraciones (OIM) ...

EE UU planea aumentar la presión contra Cuba por sus acciones en Venezuela

Estados Unidos planea "incrementar" próximamente la presión contra el Gobierno cubano por ...

PF vê indícios de que Temer participa de esquema de propina no Porto de Santos desde a década de 90

El representante de Acnur e Iván Duque ven necesaria una respuesta regional ...

A Copa do Mundo coroa o ‘czar’ Putin PDF Imprimir E-mail
Escrito por Indicado en la materia   
Miércoles, 13 de Junio de 2018 05:38

Às vésperas da Copa do Mundo de futebol na Rússia, o presidente Vladimir Putinaparece radiante, prometendo hospitalidade a atletas, torcedores e turistas, e fortalecido no cenário internacional.

Mundial de Rusia

Seus oponentes ocidentais, com sua inconsequência e suas picuinhas internas, contribuíram muito para melhorar a imagem do líder russo, que, graças sobretudo ao presidente norte-americano, Donald Trump, foi o autêntico vencedor à distância da última cúpula do G7 no Canadá.

 

Em 1997, o clube dos países mais ricos se ampliou com a incorporação da Rússia e se transformou no G8. Em 2014, os sócios daquele fórum de elite expulsaram Putin por causa da anexação da Crimeia e da sua intervenção no Leste da Ucrânia. Omitindo as razões dessa ausência, Trump aproveitou a cúpula anual do G7 no Canadá para convidar o russo a retornar ao clube, dizendo que lhe parecia inconcebível se reunir para discutir os assuntos do mundo sem a participação de Moscou.

Agindo como principal porta-estandarte da memória histórica europeia no G7, a alemã Angela Merkel recordou a Trump que as razões para a exclusão da Rússia ainda subsistem. Entretanto, em quatro anos o conflito na Ucrânia se relativizou no ambiente midiático internacional. A chegada de Trump à Casa Branca, com as prioridades e os impulsivos tuítes que caracterizam a política norte-americana desde então, contribuíram para eclipsar o problema ucraniano. Outros fatores foram o envolvimento da Rússia em novas e mais sangrentas frentes bélicas, como a Síria, a desafortunada política de Kiev em relação aos seus territórios conflitivos, a crise econômica e a corrupção.

Nas propostas favoráveis a revisar as relações com Moscou se combinam diversas motivações, do aumento dos preços do petróleo, que favorecem a Rússia, à capacidade de Putin de resistir e manter sua linha, apesar do efeito negativo das sanções sobre sua economia, e o peso da Rússia como potência militar. No outro prato da balança, contra uma revisão da política ocidental com relação a Moscou, estão a militarização e o nacionalismo em expansão na Rússia e o valor atribuído ao caso da Ucrânia como precedente e “aviso aos navegantes” para outros países que a Rússia considera parte da sua esfera de influência. A isto se somou a suspeita, em Washington e outras capitais, de que o Kremlin interfere na sua política interna e nos processos eleitorais.

Putin não fez nenhuma concessão com relação à Ucrânia além de encerrar a fase bélica do conflito no leste desse país. O líder apoia os separatistas pró-russos do Leste como um instrumento de pressão sobre Kiev e, no que se refere à Crimeia, não quer olhar para trás nem mesmo para pagar a fatura da anexação a Kiev (pelo menos por enquanto). Embora pertença à Ucrânia do ponto de vista do direito internacional, a Crimeia na prática está cada vez mais integrada à Rússia, à qual foi unida por uma custosa ponte. Desde meados de maio, dezenas de milhares de carros cruzam o estreito de Kerch, entre a região de Krasnodar e a Crimeia, por esta obra de engenharia construída em tempo recorde.

Os apelos da oposição liberal russa a boicotar a Copa como resposta à anexação fracassaram, como fracassaram também as convocações de boicote aos Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi, em fevereiro de 2014. A Ucrânia não está em condições de boicotar nada, porque nem chegou a se classificar para a Copa.

O pragmático empresariado europeu há anos pressiona seus governos contra as sanções. Seus argumentos se reforçaram sobre o pano de fundo da política de protecionismo comercial adotada por Trump, que ameaça fragmentar o G7 e transformá-lo em um “G6+1”. Putin não desperdiçou a chance de fazer propaganda dos mercados euroasiáticos: foi à China em visita de Estado e depois participou de uma cúpula de chefes de Estado da Organização de Cooperação de Xangai (OSCH) em Tsindao, que praticamente coincidiu com a cúpula do G7 no Canadá.

Respondendo a perguntas de jornalistas russos sobre a oferta de retorno ao G7, Putin evitou expressar sarcasmo ou vingança. “Não iremos embora. Os colegas no seu momento se negaram a vir à Rússia pelas causas conhecidas. Por favor, estaremos muito contentes de vê-los todos conosco em Moscou”, disse com elegância. Anteriormente, porta-vozes oficiais tinham assegurado que a Rússia já não tinha interesse pelo G8, e que suas prioridades estavam em estruturas como a OCSH e outros fóruns, seja de países pós-soviéticos ou de Estados emergentes, como os BRICS, e também o G20, mais representativo da globalidade que o clube dos sete. Putin comparou o G7 e a OCSH e disse que, em termos de poder aquisitivo, a segunda organização já superou a primeira. Nos cálculos per capita o G7 é mais rico, mas o volume econômico dos países da OCSH é maior, explicou o líder russo. Mais da metade da população do planeta está em países integrados à OCSH, salientou.

Putin foi ao socorro de Trump em sua discussão com o chefe de Governo canadense, Justin Trudeau. Mencionando a associação de países pós-soviéticos mais integrados entre si, a União Econômica Euroasiática, da qual são sócios a Rússia, Belarus, Quirguistão, Cazaquistão e Armênia, Putin declarou: “Entre nós também surgem discussões e também nem todos assinam tudo em seguida. Acho que é uma prática habitual, e que temos que aceitar isso de forma tranquila e sem ironia”.

O líder russo reiterou seu interesse em uma reunião pessoal com Trump, a quem elogiou como uma pessoa “reflexiva, que sabe escutar”, e assegurou que estava disposto a ir a uma cúpula “imediatamente”, assim que o lado norte-americano estivesse preparado para isso.

Na China, Pequim e Moscou confirmaram sua disposição em “respeitar as regras do comércio mundial elaboradas no mundo e aceitas por todos”, disse Putin, que, referindo-se ao “terreno escorregadio” da solidariedade ocidental no caso do ex-agente russo Serguei Skripal, exortou os membros do G7 a deixarem de lado a “charlatanice criativa” e passar à “cooperação real”. Exemplo desta cooperação é sem dúvida a mantida pelos líderes da Rússia e China, que, além de degustarem juntos embutidos regados a vodca no aniversário do primeiro, se condecoraram mutuamente; no ano passado, o russo ao chinês com a Ordem do Apóstolo Andrei Protocletos, e neste ano o chinês ao russo com uma nova Ordem da Amizade.

EL PAIS; ESPANHA

Última actualización el Sábado, 16 de Junio de 2018 04:38
 

Add comment


Security code
Refresh

Díaz-Canel, el neocastrismo y el sector

Indicado en la materia

  Por Elías Amor Bravo.-  A Díaz-Canel también le han informado, en esa ronda de toma de contacto con los principales problemas del país, del programa azucarero, que como dice el diario ...

El 10 de octubre, un día olvidado para l

Indicado en la materia

Por: Dr. Alberto Roteta Dorado.-  El 10 de octubre, el histórico día considerado como punto de partida para el inicio de la contienda de 1868, guerra que se extendió durante una dé...

¿Constitución o testamento de Raúl Castr

Indicado en la materia

Por ROBERTO ÁLVAREZ QUIÑONES.-  Como escribí en este diario hace algunos años, a mediados de 1975 le pregunté a Blas Roca —designado por Fidel Castro como presidente de la comisión que redactaba la Constitución de...

Las lecciones de la aplastante derrota p

Indicado en la materia

Por Jorge Hernández Fonseca.-  La primera lección de este proceso electoral: se trata de una derrota personal de Lula da Silva. Desde que la justicia brasileña conminó a Lula a presentase ...

Brasil en la encrucijada

Indicado en la materia

Por Jorge Hernández Fonseca.-  El plan de Cuba y Dirceu es financiar al PT en las elecciones actuales (mucho dinero) con vistas a, como él ha dicho al periódico “El País”, “t...

El Marxismo 2.0

Indicado en la materia

Por Jorge Hernández Fonseca.-  Así, políticos como Lula da Silva en Brasil, Bernnie Sandres en EUA, Hugo Chávez en Venezuela, Evo Morales en Bolivia, López Obrador en México, Gustavo Petro en Co...

La reforma constitucional cubana es “el

Indicado en la materia

Por Jorge Hernández Fonseca.-  Una reforma constitucional se hace normalmente para mejorar las relaciones en la sociedad, hacerla más eficiente, efectiva y mejorar el desarrollo de toda la nación. Nunca debe ha...