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Notícias: Brasil
Negócios são negócios: Espanha está "comprando" presos políticos cubanos PDF Imprimir E-mail
Escrito por Indicado en la materia   
Lunes, 19 de Julio de 2010 11:20

O governo cubano está trocando presos políticos por vantagens econômicas concedidas pela União Europeia. Ou a União Europeia está comprando a liberdade de meia centena de dissidentes. Trata-se de uma diplomacia realista, que negocia com ditadores para obter resultados na área dos direitos humanos.

O presidente Lula poderia ter feito isso, não é mesmo? Toda vez que é cobrado pelas suas boas relações com ditadores, o presidente responde que não pode interferir em assuntos internos de outros países e que "negócios são negócios". É o que dizem e fazem praticamente todos os chefes de governo de países importantes.

Mas há uma diferença entre ser realista, de um lado, e mostrar-se indiferente ou mesmo dar apoio a ditaduras, de outro. Governantes que têm efetivo compromisso com a democracia e os direitos humanos tentam combinar essa atitude de princípios com uma diplomacia realista. Como? Condenando uma ditadura numa votação nas Nações Unidas ou fazendo pressão pública pela libertação de prisioneiros, enquanto, ao mesmo tempo, se mantém um comércio que beneficia diretamente a população daquele país.

A União Europeia e a Espanha, em especial, que mantém boas relações com o regime de Fidel Castro há muitos anos, fazem isso no limite quando negociam a libertação de prisioneiros políticos. O primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, recorre a suas boas relações dentro da esquerda internacional para conseguir alguma abertura em Cuba.

O presidente Lula poderia fazer mais do que negociar a libertação de alguns prisioneiros. Reparem nas condições, em tese: Lula é amigão de Fidel e de Raúl Castro, tem entre seus colaboradores pessoas que se asilaram e treinaram guerrilha em Cuba, mantendo laços afetivos com os dirigentes da ilha, e ocupa um lugar importante na história da esquerda latino-americana.

Acrescente-se a isso o prestígio que o presidente acumulou no mundo todo, onde foi recebido como representante perfeito da esquerda democrática e responsável, e se pode perguntar: Quem teria tantas condições para, por exemplo, fazer uma ponte entre o governo Obama e os irmãos Castro?

É evidente que Barack Obama e Hillary Clinton sabem, primeiro, que Cuba não tem mais importância nenhuma no cenário internacional. Para os Estados Unidos, é um estorvo local, um problema eleitoral na Flórida, e a ampla maioria dos líderes cubano-americanos apoia uma diplomacia que colabore para uma abertura pacífica e ordenada. Finalmente, sabem todos que o embargo econômico não leva a esse resultado.

Mas, é claro, é preciso combinar com os Castros. Não se avança sem uma contrapartida dos cubanos, sem uma disposição para iniciar ou simplesmente sinalizar algum tipo de abertura. Ninguém está esperando que Raúl Castro renuncie e chame o pessoal de Miami. Mas todos esperam algum sinal que não seja o reforço da ditadura.

Lula, sobretudo quando ainda era considerado o cara, foi a um dado momento o único líder importante que tinha, ao mesmo tempo, a confiança de Washington e de Havana. Mas para que exercesse o papel de mediador, Lula e seu pessoal aqui precisariam, primeiro, aceitar que o regime cubano é uma ditadura anacrônica e que deveria caminhar para a democratização.

Está claro que não acreditam. Lula apoiou enfaticamente a ditadura cubana em um de seus piores momentos, quando um preso político estava morrendo numa greve de fome. Votou a favor de Cuba em diversos cenários internacionais. E deixou claro, em seguidos pronunciamentos, que a culpa de tudo está no embargo americano e que os Estados Unidos não têm direito de pedir nada ao regime castrista.

Mostrou-se um aliado de Cuba, do mesmo modo como se mostrou em relação ao Irã.

E nem vantagem comercial obteve. Até hoje, apesar do embargo, Cuba importa mais produtos dos Estados Unidos do que do Brasil. E o Irã tem entre seus principais parceiros comerciais a Alemanha e a França, cujos governos apoiaram as sanções econômicas ao país.

China. E por falar em diplomacia, desta vez na política Sul-Sul, o governo Lula tem apresentado como um dos resultados importantes a "parceria estratégica" com a China. E, de fato, as exportações brasileiras para a China aumentaram de maneira exponencial nos últimos anos.

Mas todos os países que têm minérios e alimentos elevaram espetacularmente suas exportações para a China. Para ficar apenas na América Latina, a China é o principal destino das exportações chilenas e peruanas e o segundo mais importante para Argentina e Uruguai.

No outro lado do comércio, Chile e Peru importam, em primeiro lugar, dos Estados Unidos; em segundo, da China; e apenas em terceiro, do Brasil. A Argentina importa mais do Brasil, mas em segundo lugar já aparece a China, crescendo. O Uruguai importa, primeiro, da Argentina e, em segundo, da China.

Em todas essas parcerias, a China importa minérios e alimentos e exporta manufaturados e bens de capital. Em todos os países da região, os chineses estão investindo naquelas áreas em que são mais carentes, como terras para a produção de comida, minas (e portos associados) e petróleo. Por exemplo, emprestam dinheiro para a Petrobrás (e para a venezuelana PDVSA) em troca de garantia de fornecimento de petróleo.

Aliás, eis aí um verdadeiro problema de diplomacia econômica para o Brasil: o avanço chinês aqui no nosso lado do mundo.

Mas a China é também a principal parceira do Irã, dos Estados Unidos e da Europa. Eis um caso de realismo e de diplomacia de resultados estratégicos... da China.

Carlos Alberto Sardenberg - O Estado de S.Paulo

JORNALISTA

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Última actualización el Lunes, 19 de Julio de 2010 11:25
 
Brasil teve "atuação" discreta na libertação dos presos de Cuba, diz Amorim (?!) PDF Imprimir E-mail
Escrito por Indicado en la materia   
Domingo, 11 de Julio de 2010 13:02

O ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) afirmou nesta sexta-feira que o Brasil teve uma atuação "discreta" na decisão do governo cubano de libertar 52 dos 167 presos políticos do país até outubro. A decisão foi anunciada na quarta-feira, após a negociação de meses com a Igreja Católica.

Amorim, que acompanha o giro do presidente Lula à África, comemorou a decisão de Cuba e disse que "o Brasil age de maneira discreta" e, portanto, não precisa anunciar ter participado das negociações. Segundo Amorim, a Igreja Católica conseguiu atuar de maneira eficiente "sem ser acusada de ingerência".

O anúncio de Havana fez o dissidente cubano Guillermo Fariñas anunciar o fim da greve de fome que mantinha havia mais de quatro meses.

À tarde, também em Johannesburgo com o presidente Lula, o assessor especial Marco Aurélio Garcia afirmou que o Brasil sabia da iminência do anúncio. Se referindo à participação do chanceler espanhol, Miguel Ángel Moratinos, Garcia brincou que os espanhóis "pegaram carona" nas negociações.

"A bola caiu no pé deles e eles chutaram para dentro", disse.

Última actualización el Domingo, 11 de Julio de 2010 13:04
 
OEA comemora decisão de dissidente cubano de abandonar greve de fome PDF Imprimir E-mail
Escrito por Indicado en la materia   
Sábado, 10 de Julio de 2010 11:26

Reprodução

WASHINGTON- O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, expressou nesta quinta-feira, 8, sua satisfação com o anúncio da libertação de 52 presos políticos cubanos e celebrou a decisão do dissidente Guillermo Farinas de abandonar a greve de fome.

O titular da OEA disse em comunicado que a decisão do governo cubano "é um passo positivo que abre caminho a uma mudança do clima interno que a ilha vive e leva a crer que vem havendo pontos de diálogo entre os cubanos".

Ele parabenizou as autoridades eclesiásticas cubanas pelo papel que exerceram nas negociações entre o presidente cubano, Raúl Castro, e o arcebispo de Havana, o cardeal Jaime Ortega.

Insulza também agradeceu ao ministro de Assuntos Exteriores espanhol, Miguel Ángel Moratinos, pela decisão de "fortalecer com sua presença a culminação deste bem-sucedido processo".

O secretário-geral da OEA já tinha qualificado na quarta-feira o anúncio da libertação de presos como uma "grande notícia", mas considerou "prematuro" prever mudanças da comunidade internacional em relação a Havana.

O dissidente cubano Guillermo Fariñas abandonou hoje a greve de fome que começou há mais de quatro meses diante do compromisso do governo de Raúl Castro de libertar 52 presos políticos, cinco dos quais serão libertados de forma iminente e viajarão à Espanha nos próximos dias.

EFE

Última actualización el Sábado, 10 de Julio de 2010 11:28
 
Lula compara libertação dos presos políticos cubanos à sua própria durante a ditadura PDF Imprimir E-mail
Escrito por Indicado en la materia   
Miércoles, 14 de Julio de 2010 19:46

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez nesta quarta-feira, 14, uma comparação entre a recente libertação dos presos políticos de Cuba com a sua saída da cadeia durante a Ditadura Militar.

"Fiquei feliz (com a liberação dos cubanos) como fiquei feliz quando fui solto da cadeia", acrescentando que no dia de sua liberação aproveitou para soltar um pássaro preto que possuía e que estava numa gaiola. Ele fez este comentário durante assinatura de acordos bilaterais entre Brasil e União Europeia, realizada no Itamaraty em Brasília.

Última actualización el Lunes, 19 de Julio de 2010 11:26
 
Jornalista libertado em Cuba diz em Espanha que exílio é continuação da luta PDF Imprimir E-mail
Escrito por Indicado en la materia   
Martes, 13 de Julio de 2010 21:30

"Para nós, o exílio é uma continuação da luta, e pode-se lutar de muitas formas."

Os sete primeiros presos políticos libertados pelo governo cubano chegaram, com suas famílias, à Espanha nesta terça-feira (13). Entre eles está o correspondente da ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF), Ricardo González Alfonso, segundo a BBC.
O grupo faz parte dos 52 prisioneiros que o governo cubano decidiu libertar após um acordo firmado com a Igreja Católica e diplomatas espanhóis. Os demais devem ser soltos nos próximos quatro meses.

Em nome de seus companheiros, Alfonso leu um comunicado no aeroporto de Madri. "Somos o início de um caminho que pode ser o começo de uma mudança para o país".

"Para nós, o exílio é uma continuação da luta, e pode-se lutar de muitas formas."

"Esperamos que aqueles que permanecem em Cuba tenham a mesma liberdade que temos", disse o jornalista.

A mulher de Alfonso, Álida Viso Bello, ainda disse que uma das primeiras coisas que eles querem fazer é uma longa caminhada juntos.

A libertação dos prisioneiros era uma das exigências para que o jornalista dissidente Guillermo Fariñas abandonasse a greve de fome que durou 135 dias. Com o anúncio da liberdade dos primeiros presos, Fariñas encerrou o protesto na última quinta-feira (8).

Última actualización el Lunes, 19 de Julio de 2010 11:29
 
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