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Notícias: Brasil
Saúde de Chávez deixa cubanos em alerta PDF Imprimir E-mail
Escrito por Indicado en la materia   
Domingo, 03 de Julio de 2011 13:42

HAVANA — A saúde do presidente venezuelano Hugo Chávez, que há três semanas está sendo tratado em Havana, onde foi operado de um tumor cancerígeno, é uma séria preocupação na capital cubana, que tem a Venezuela como o principal aliado político e econômico.

O presidente venezuelano, de 56 anos, foi submetido a duas cirurgias, uma por um abscesso pélvico e outra para extrair o tumor, no melhor hospital especializado de Cuba, segundo informações oficiais. No mesmo hospital foi tratado seu 'mentor político', Fidel Castro.

Um dia antes, o presidente venezuelano havia revelado, de Cuba, a seu país sobre sua doença pela televisão.

"A relação com a Venezuela, que é a mais estratégica para o governo cubano, pode continuar sem Chávez, mas o cenário complicaria a reforma com um ambiente internacional menos favorável", disse o analista cubano Arturo López-Levy, da Universidade de Denver, à AFP.

Chávez tem dado muito apoio ao governo de Raúl Castro (irmão de Fidel e a quem ele passou o poder quando estava doente em 2006), com vários acordos de negócios e de cooperação, os mais recentes em um valor aproximado de 1,3 bilhão de dólares, assinados quando chegou a Havana no dia 8 de junho.

"Esperamos que não aconteça nada com ele. Sem Chávez, nós cubanos vamos voltar a passar tempos difíceis como antes. Vão voltar os apagões", afirma Elisa Castellanos, dona de casa de 68 anos.

A chegada de Chávez ao poder em 1999 foi uma salvação para a ilha comunista, sufocada pela grave crise econômica iniciada após o fim da União Soviética (URSS), que apoiou o governo de Fidel Castro por três décadas.

Raúl Castro trabalha num plano de abertura econômica para deixar para trás o desgastado modelo soviético e afirma ainda que Cuba e Venezuela caminham para "uma união econômica" e vai ampliar e diversificar as relações com gigantes como o Brasil e a China, após a amarga experiência da dependência da URSS.

Cuba recebe diariamente 100.000 barris de petróleo venezuelano (pouco mais de 50% de seu consumo) em condições de pagamento favoráveis, e a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) realiza trabalhos de exploração em águas profundas da área cubana do Golfo do México.

Além disso, Cuba começa ainda este ano a perfuração de cinco poços no Golfo do México, com vários sócios estrangeiros, para reduzir a dependência da commodity venezuelana.

Cuba e Venezuela modernizaram e operam a refinaria de Cienfuegos, no centro de Cuba, que processa cerca de 65 mil barris de petróleo por dia e deve ampliar esse número para 150 mil.

Eles também têm centenas de projetos em alimentação, tecnologia, saúde, pesca, transporte, cultura, turismo, agro-pecuária, empresas mistas de siderurgia, indústria, transporte, açúcar e comunicações, como a que colocou cabos de fibra ótica que melhoraram a velocidade de conexão da ilha.

A Venezuela é o maior parceiro de Cuba com um volume comercial de 3,5 bilhões de dólares por ano.

Quando Chávez apareceu na televisão para enviar a mensagem para os venezuelanos, agradeceu a Deus, a Fidel Castro e à medicina cubana, por "continuar vivendo" e "continuar vencendo".

 
Raúl Castro completa 80 anos PDF Imprimir E-mail
Escrito por Indicado en la materia   
Domingo, 05 de Junio de 2011 12:17

HAVANA — O presidente de Cuba, Raúl Castro, completa 80 anos nesta sexta-feira, em uma acelerada luta contra o tempo para reformar o desgastado modelo econômico cubano e preparar a "última missão": um sucessor que garanta a sobrevivência do sistema comunista na ilha.

Raúl, a quem o irmão mais velho Fidel Castro cedeu o poder em julho de 2006. quando estava doente, parece gozar de uma boa saúde física e psicológica, e trabalha sem parar num plano de mais de 300 reformas econômicas que considera urgentes para evitar o colapso da revolução.

Enquanto são planejadas festas para celebrar os 85 anos que Fidel castro completa no próximo dia 13 de agosto, não há nada anunciado quanto ao aniversário de 80 anos do atual presidente.

Mesmo com a longevidade dos líderes da ilha, os cubanos já estão em busca de um próximo presidente para substituir a geração que governou o país por 52 anos, liderada pelos irmãos Castro.

A sucessão de um irmão para outro ocorreu de maneira calma, como o previsto desde a vitória da revolução em 1959, antes de uma morte natural ou de um atentado contra Fidel. Entretanto a grande pergunta, agora, é "quem assume depois de Raúl?".

"A história julgará Raúl Castro pela capacidade para transformar Cuba num país de economia mista e a habilidade para transferir gradualmente suas funções a uma geração com diferentes experiências, perspectivas e formações. Há pouco tempo para fazê-lo", disse à AFP o analista cubano Arturo López-Levy, da Universidade de Denver.

O próprio Raúl admitiu no VI Congresso do Partido Comunista (PCC) em abril como uma "grande vergonha" o fato de não haver sucessão em Cuba, sem líderes jovens visíveis após a queda do vice-presidente Carlos Lage e do chanceler Felipe Pérez Roque em 2009.

Quando Fidel esteve doente, a cúpula da velha guarda, apoiou Raúl Castro como sucessor de Fidel, elegendo o irmão mais novo como primeiro secretário do PCC -cargo máximo-, acompanhado pelo vice-presidente José Ramón Machado, de 80 anos, e o Comandante Ramiro Valdés, de 79.

Ao mesmo tempo, o general Raúl Castro, que foi ministro das Forças Armadas por quase meio século, formou um governo com forte presença dos militares de sua confiança, para pôr o país em funcionamento.

Os desafios cubanos são grandes: acabar com a inercia mental de uma monstruosa burocracia que em meio século deixou como raiz um acúmulo de privilégios; manter a unidade; e pôr para produzir um país que gasta 1,5 bilhaõ de dólares em alimentos, vivendo de um enorme mercado negro e se acomodou ao paternalismo estatal.

Seu plano, que busca desmantelar o supercentralizado modelo soviético, estabelece a abertura para o setor privado e ao capital estrangeiro, o corte de um milhão de empregos estatais, autonomia empresarial, descentralização da economia, impostos e eliminação dos subsídios.

A reforma inclui medidas de apoio social como a permissão de compra e venda de casas e carros; mas as pessoas ainda reclamam de salários de US$ 20 por mês.

"Que complete os 80 anos e muitos outros, mas que deixe que os jovens façam as mudanças, porque têm mais visão. Vivemos em novos tempos, o passado ficou para trás", opinou Yosmel Pérez, bioquímico de 22 anos, que vende livros antigos no centro histórico de Havana.

Nascido na cidade de Birán (sudoeste), filho do galego Angel Castro e da camponesa cubana Lina Ruz, Raúl é o quarto de sete filhos, sempre à sombra de Fidel até tomar o poder: homem de poucas, mas precisas palavras.

"Para dirigir este país é preciso ser firme. Fidel é condescendente, brando. Raúl tem mão forte. Mas agora tem que preparar o sucessor", disse Ignacio Cisneros, ex-combatente e mecânico de 70 anos.

Apesar do vigor, Raúl, que perdeu a esposa em 2007 e tem quatro filhos, reconhece o peso da idade e enviou uma proposta surpreendente ao Congresso: limitar ao máximo de dez anos os mandatos no poder, inclusive do primeiro secretário do PCC e do presidente do país.

Deixando claro que pensa na sucessão, o octogenário descreveu como sua última missão: "defender" e "preservar" o socialismo e "não permitir jamais o retorno do regime capitalista".

AFP

 
Um cubano: "O Hendrix do Alaúde" PDF Imprimir E-mail
Escrito por Indicado en la materia   
Sábado, 30 de Abril de 2011 14:00

Faz solos com o instrumento nas costas, toca até com os dentes, faz as cordas de náilon parecerem extensão de suas cordas vocais. Essa parece a descrição que alguém fez de Jimi Hendrix, o superlativo guitarrista do rock, certo? Sim, mas é também a descrição de um notável músico cubano, Barbarito Torres, de 55 anos, que toca com delírio e eletricidade um instrumento de 14 séculos, o alaúde.

Mas esqueça qualquer ideia de tradição insular, aquela ilha de pureza isolada da "poluição" cultural do mundo. Barbarito Torres banhou-se nas águas da melhor tradição da música cubana, integrando grupos como Buena Vista Social Club, Afro Cuban All Stars e Sonora Matancera, mas ele mesmo se encarrega de abrir o leque.

"Quando eu solo com o alaúde nas costas, não é casual. Eu tenho realmente influência de Jimi Hendrix, do rock dos anos 60, e também do jazz, do samba que ouvíamos no rádio na infância. Sou um produto do meu tempo, embora meu instrumento pareça antigo e obsoleto", disse o alaudista ao Estado, anteontem, no meio de um ensaio para um show com uma big band de 14 músicos no Circo Voador, no Rio de Janeiro - que ele repete esta noite na Vila Madalena, no Grazie a Dio. Ontem, tocaria no Teatro Guaira, em Curitiba.

Barbarito já esteve no Grazie a Dio em 2009 e tocou no centro no ano passado, na Virada Cultural. Mas desta vez é um show de fechar o comércio, uma festa cubana completa, com trompete, trombone, percussão, baixo, cantores e o alaúde endiabrado do artista à frente. A orquestra tem dois convidados muito especiais: o veterano cantor Ignácio "Mazacote" Carrilo, de 84 anos (um debulhador de son, charanga, montuno, guajira, bolero e o que mais vier) e o pianista Rodolfo Argundín Justiz "Peruchin". Três gerações da música cubana num mesmo palco."Como sei que está todo mundo esperando por isso, tocarei também Chan Chan e Dos Gardenias", avisa o instrumentista (são dois sucessos do disco que ganhou o Grammy, Buena Vista Social Club, em 1998). Afora isso, quem estiver no gargarejo não pode deixar de pedir alguns clássicos do repertório do alaudista: Yo No Me Voy del Cañaveral, El Quichi Quichá, La Comparsa e Francisco Guayabal.

Barbarito fica no Brasil até o dia 3. Depois, volta para Havana. Em seguida, prepara-se para tocar no festival de jazz da Martinica, onde é um convidado especial. "Sou influenciado por todos os bons músicos com quem toco, como os brasileiros Marco Pereira e Hamilton de Holanda, que estão entre os "más grandes"", diz o músico. "Trabalhei com o Afro Cuban e com o Buena Vista, e até hoje me espanto como essa música alcançou o mundo. Ainda toco com eles, com Omara Portuondo, com Manuel Guajiro Mirabal, mas de maneira provisória. Me encanta trabalhar com eles todos", conta Barbarito. "Hoje, meu grupo é muito familiar. Meu filho toca violão na minha banda, assim como minha esposa, minha filha, minha irmã. Nesse momento, estamos gravando um novo disco em Cuba. Eu mesmo produzo: sou o produtor de todos meus discos."

Nascido Bárbaro Alberto Torres Delgado em Matanzas, ele começou na carreira nos anos 1970, no grupo Serenata Yumurina, dirigido por Higinio Mullens. Em 1973, entrou no exército cubano, onde tocou na banda militar, uma big band jazzística. Ao dar baixa, entrou no Siembra Cultural, que mais tarde seria batizado como Grupo Yarabí. Logo integraria a Orquesta Cubana de Cuerdas e também o Cuarteto Tradicional Matancero.

Sua performance elétrica foi registrada pelo clarinetista Javier Zalba em Barbarito"s Dance, Barbarito explica que sua reputação como expoente da música guajira (ou campesina) tem muita relação com o instrumento que escolheu, o alaúde, porque é nele que se expressam os grandes autores do gênero. "O alaúde é o líder dessa música, que de fato é bastante similar à sua música caipira. Mas eu toco de tudo. Tenho muita proximidade também com o jazz", diz. Conta que esteve na semana passada com o maestro Juan de Marco Gonzalez, cérebro da recente diáspora da música cubana, e que proximamente pode pintar uma nova colaboração com o Afro Cuban All Stars.

Última actualización el Sábado, 30 de Abril de 2011 14:18
 
Lula e os médicos formados em Cuba PDF Imprimir E-mail
Escrito por Indicado en la materia   
Miércoles, 15 de Junio de 2011 11:07

Durante um encontro promovido pela Comunidade de Brasileiros Residentes em Cuba, o ex-presidente Lula teve a oportunidade de trocar ideias e discutir desafios. Lula apresentou os dois objetivos principais do Instituto Lula, que promoverá a integração latino-americana e levará para a África, sem uma mentalidade colonizadora, propostas de políticas públicas que funcionam no Brasil, para que sejam adaptadas ao contexto africano, tratando de reparar a dívida histórica com o continente africano.

Os estudantes brasileiros de medicina bolsistas da Escola Latino-Americana de Medicina lhe deram as boas vindas com a leitura da Carta aberta ao Povo Brasileiro, documento aprovado no último Encontro Nacional dos futuros médicos em março desse ano, que propõe a sociedade brasileira, municípios, estados e universidades interessadas em interiorizar a assistência medica em construir um Plano Nacional de Inserção ao Sistema Único de Saúde (SUS) que permita a inserção de médicos formados no Brasil e no Exterior, e apresentaram uma carta de boas vindas, onde manifestam que o desejo de Lula de ter o diploma cubano revalidado no Brasil ainda não havia sido cumprido.

Lula defendeu o diálogo com o Conselho Federal de Medicina, argumentando ser necessário superar preconceitos para que possamos superar todos juntos o problema da saúde no Brasil. Ao ser convidado para ser padrinho da luta pela inserção dos médicos formados em Cuba no SUS, este disse que além de padrinho, ia ser um associado dessa luta, se comprometendo a ajudar a articular parcerias regionais no Brasil.

Leia abaixo a carte que foi entregue a Lula


Havana, 1º de junho de 2011

Ao Companheiro Luiz Inácio Lula da Silva

Nós, estudantes brasileiros de medicina em Cuba, agradecemos a visita do companheiro e compartilhamos esse momento de grande importância.

Originários das camadas mais baixas da sociedade brasileira, esses estudantes que hoje viemos representar aqui são o mais claro exemplo de solidariedade do povo cubano, do qual somos muitos agradecidos. Esses futuros médicos que quando se formarem irão servir ao povo brasileiro, onde há falta de médicos, especialmente, comprometidos com o Sistema Único de Saúde.

A Escola Latino-Americana de Medicina já formou, desde 2005, 9700 médicos para o mundo, destes 348 são brasileiros e 120 estão homologados, em pleno exercício da profissão, ajudando ao nosso povo. Hoje em Cuba somos 684 estudantes brasileiros de medicina, onde 72 irão ser médicos a partir do próximo mês.

Na sua primeira visita a Cuba, como Presidente da República do Brasil, em 2003, o companheiro transmitiu seu desejo de resolver a questão dab homologação de diplomas da Escola Latino-Americana de Medicina em Cuba aos estudantes. Nós reconhecemos os esforços do seu Governo para poder resolver a questão, desde o Acordo Bilateral entre Brasil e Cuba ao Projeto Piloto, mas infelizmente queremos transmitir que esse desejo ainda não foi realizado.

O problema central da revalidação do nosso título, companheiro, não é técnico, não é legal, é o preconceito de classe. O preconceito que não aceita que filho de trabalhador, seja médico, e pior, que seja médico competente e comprometido com a saúde pública, de qualidade, gratuita e universal.

Sabe presidente Lula, você provou que o trabalhador sim pode ser Presidente da
República, você provou que a classe trabalhadora sim pode dirigir um país. Nós
estudantes provaremos que da saúde do povo, o mesmo povo pode cuidar. Seja bem
vindo a Cuba, companheiro Lula.

Viva a Escola Latino-Americana de Medicina! Viva Cuba!

COORDENAÇÃO NACIONAL DA ABEMEC
Thiago José Castro Ponciano Lima

 

Última actualización el Miércoles, 15 de Junio de 2011 11:11
 
Cuba: Pessoas exercem autocesura PDF Imprimir E-mail
Escrito por Indicado en la materia   
Miércoles, 11 de Mayo de 2011 13:12

Para a cientista política cubana Miriam Leiva, uma das fundadoras do movimento Damas de Branco - que lutou pela libertação dos 75 dissidentes presos na última onda repressiva do regime de Fidel Castro, a "Primavera Negra de 2003" - a "apatia" em relação ao Congresso do Partido Comunista, vem da "falta de liberdade de (o povo) expressar-se, após 52 anos de repressão". "Em Cuba, as pessoas nascem com uma atadura no cérebro", afirmou em entrevista ao Estado.

"Tem de haver mudanças. A situação está tão difícil na economia, nas maneiras de resolver os problemas e na vida dos cubanos que o povo quer e precisa dessas mudanças", disse. "Existem grades até na forma de pensar das pessoas, que exercem uma autocensura", completou, afirmando que essa condição tirou de muita gente qualquer anseio de "modernização real" da economia e da sociedade.

Para Miriam, que ocupou altos cargos no Ministério do Exterior de Cuba antes de passar à dissidência do regime, "o povo quer um salário para buscar uma situação normal". Atualmente, a população em geral vive com, no máximo, US$ 20 ao mês.

A cientista política lembra que a "legalização da propriedade privada", principalmente nos mercados automobilístico e imobiliário, está entre as maiores esperanças dos habitantes da ilha.

O advogado cubano René Gómez Manzano explicou que os imóveis só podem ser trocados por outros similares, ou vendidos pelos "baixos valores estipulados pelo governo". Manzano informou que o comércio de carros funciona de maneira parecida, mas é regulado por uma empresa oficial e não diretamente pelo Estado.

"Tudo é muito burocrático. Não existe a propriedade plena se as pessoas não têm o direito de vender o que têm. Dizem que o congresso vai resolver isso, mas ninguém acredita." Mas, para Manzano, "os principais problemas dos cubanos são três: café da manhã, almoço e jantar".

"Tenho uma grande interrogação na cabeça. Não posso responder (se haverá mudanças efetivas em Cuba após o congresso). Se Raúl (Castro) mudou as diretrizes (das cerca de 300 propostas a ser ratificadas no evento), como dizem, algo deve mudar, mas não muita coisa", disse o economista cubano Oscar Espinosa Chepe.

Segundo o especialista, "na opinião pública cubana há muito ceticismo e indiferença" em relação ao encontro do PCC. "As pessoas já se frustraram muito com o regime, não esperam muito." Ex-integrante do regime por quase 20 anos e preso por "traição" depois de passar à dissidência, Chepe afirmou que, "em pelo menos um ponto", está de acordo com as mais recentes declarações de Raúl Castro. "Ele falou que estamos à beira do abismo, nisso concordo com ele", disse, afirmando que a única solução para a ilha é abandonar o socialismo e estabelecer parcerias entre Estado e iniciativa privada.

A reportagem entrou em contato com o governo cubano, mas não obteve resposta.

Última actualización el Miércoles, 11 de Mayo de 2011 13:14
 
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