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Notícias: Brasil
Jornalistas pedem liberdade na Venezuela PDF Imprimir E-mail
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Sábado, 30 de Enero de 2010 02:35

O Conselho de Jornalistas pediu à Organização dos Estados Americanos que enviem uma comissão para analisar a situação de ameaça à liberdade de expressão. Chávez fechou seis TVs a cabo.

Jornalistas venezuelanos querem que a Organização dos Estados Americanos investigue a falta de liberdade de expressão no país. O mostra a reportagem dos enviados especiais Carlos de Lannoy e Eduardo Aragona.

Pelo quinto dia consecutivo, os estudantes realizaram um protesto em Caracas, desta vez para criticar o aumento da violência contra os manifestantes. O presidente Hugo Chávez voltou a usar a televisão para dizer que determinou a polícia que reprima com força os protestos da oposição. E completou: “O mundo pode me acusar do que quiser, disse Chávez. Mas a história vai me absolver”.

O Conselho Nacional de Jornalistas e integrantes da RCTV Internacional pediram, nesta sexta-feira (29), à Organização dos Estados Americanos que enviem uma comissão para analisar a situação de ameaça à liberdade de expressão na Venezuela.

O presidente da RCTV venezuelana, fechada em 2007, disse em entrevista exclusiva à Rede Globo que Chávez transformou as televisões estatais em meios de propaganda do governo. Marcel Granier disse ainda que o presidente tirou a RCTV Internacional do ar no domingo (24), porque a TV a cabo praticava jornalismo independente e informando a população sobre violência, corrupção e problemas econômicos.

Na sede da empresa, que até então produzia programas para TV a cabo, centenas de empregados continuam trabalhando. "Vivemos em uma situação de extrema insegurança", diz um ator que completa: "Não sabemos o que o presidente Chávez vai fazer no dia de amanhã".

Dos seis canais a cabo internacionais suspensos no domingo (24), quatro voltaram ao ar. Eles conseguiram provar que a maior parte da produção é feita fora da Venezuela. Com isso, não precisarão mais seguir regras impostas pelo governo recentemente, como a que torna obrigatória a transmissão dos discursos de Hugo Chávez.

Última actualización el Sábado, 30 de Enero de 2010 02:36
 
Lula na Terça no Foro Social Mundial PDF Imprimir E-mail
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Martes, 26 de Enero de 2010 10:29

Porto Alegre - Com a presença dos seus principais idealizadores, intelectuais e pensadores de diferentes continentes foi aberto oficialmente na manhã de ontem a programação oficial da 10ª edição do Fórum Social Mundial, na Usina do Gasômetro, na capital. Para esta terça-feira, o grande momento do evento ficará por conta da presença presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele estará hoje em Porto Alegre no encontro de líderes internacionais, no Ginásio Gigantinho, a partir das 18 horas. A agenda integra a programação do Fórum Social Mundial, que comemora dez anos de sua primeira edição. Também confirmaram presença no encontro o presidente eleito do Uruguai, José Mujica, e o vice-presidente da Bolívia, Álvaro García Linera.

Também ocorreu ontem a abertura do seminário internacional Dez anos depois: desafios e propostas para um outro mundo possível, que discutirá, até sexta-feira, os dez anos da iniciativa. Para completar, a partir de hoje, São Leopoldo, Esteio, Canoas, Sapucaia do Sul, Sapiranga, Novo Hamburgo e Gravataí serão palco das discussões planetárias por um mundo melhor. Diversas atividades estão previstas em São Leopoldo com a participação de representantes de movimentos sociais de várias partes do mundo.

MARCHA - O primeiro dia de ações contou ainda, no final da tarde de ontem, com a marcha de abertura do FSM, sendo finalizada com shows do Bataclã FC, Renato Borgetti, Revolução RS, Marieti Fialho, Tonho Crocco, Banda Gog, Teatro Mágico, Papas da Língua e Marcelo D2 na Usina do Gasômetro.

Para o secretário da Cultura de São Leopoldo, Vítor Ortiz, o encontro de nível mundial terá muitos resultados. ‘‘Estará na pauta a Agenda 21 da Cultura, seus desdobramentos e seu futuro. Isso sem falar na Casa Cuba e nas outras atividades, que irão gerar confraternização e debates de alto nível’’, diz Ortiz. A representante do Ministério da Cultura para a Região Sul, Rosane Dalsasso, disse que a promoção de debates e atividades sobre a cultura é um dos focos do trabalho que o ministério desenvolve e por isso este convênio foi aceito prontamente pela União.

Moradias, direitos e preservação

Um grupo de integrantes do Movimento Nacional de Luta pela Moradia já se concentrava ontem no Ginásio Celso Morbach, onde ficará acampado até sexta-feira para discutir políticas da área. O coordenador do movimento no RS e também membro da direção nacional, Beto Aguiar, salientou que o ponto alto das discussões ocorre hoje, a partir das 14h30 com palestra do americano David Harvey com o tema O direito à cidade como alternativa ao neoliberalismo. Também serão apresentadas e debatidas questões ligadas aos direitos humanos. Questões ambientais entrarão em pauta com viagens e oficinas no Martim Pescador.

Ocorre nesta terça-feira a abertura da 2.ª Reunião Pública Mundial de Cultura, a partir das 13h30, no Centro Cultural José Pedro Boéssio (Rua Osvaldo Aranha, 934, Centro). A atividade reunirá secretários de Cultura de vários países, com a casa Cuba e com shows latino-americanos. Nomes de expressão na luta por um mundo melhor estarão entre as atrações dos debates como do ministro da Cultura, Juca Ferreira e do vice-ministro da Cultura de Cuba, Fernando Rojas.
Nesta segunda-feira foi dia de preparar a Praça 20 de Setembro, no Centro leopoldense, para receber as atividades. O diretor de cultura e também coordenador da programação artística, Bebeto Alves, diz que vários shows e debates estão previstos no local. Hoje ocorre show de Liliana Herrero, da Argentina, da leopoldense Fernanda Kruger Trio, e do 4tcheto, com Raul Ellwanger e Adriana Defentti, a partir das 19 horas.

Última actualización el Martes, 26 de Enero de 2010 10:33
 
China cresce 8,7% em 2009 PDF Imprimir E-mail
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Viernes, 22 de Enero de 2010 01:45

A China anunciou nesta quinta-feira um crescimento econômico de 8,7% em 2009, superando até mesmo as estimativas mais otimistas feitas pelo governo local e colocando o país no caminho para assumir o posto de segunda economia do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

O ritmo de crescimento da economia chinesa se acelerou no último trimestre do ano, com uma variação de 10,7% em relação ao último trimestre de 2008.

A economia chinesa havia sido fortemente afetada pela crise econômica mundial no final de 2008 e no início de 2009, com uma queda acentuada na demanda internacional pelos produtos de exportação chineses.

Mas o país conseguiu reverter a tendência de queda graças a um grande pacote de estímulo do governo, que apostou em obras de infraestrutura e no crescimento do mercado interno para manter as fortes taxas de crescimento econômico.

Dificuldades

O governo chinês havia previsto, a partir da metade do ano passado, que o PIB (Produto Interno Bruto) do ano passado apresentaria um crescimento de 8% em relação ao ano anterior.

Em 2008, a economia chinesa havia crescido 9,6%, depois de crescer 13% em 2007.

Com o resultado do ano passado, o PIB chinês, de 33,5 trilhões de yuan, o equivalente a US$ 4,9 trilhões, o mesmo PIB do Japão em 2008. O Japão deve anunciar seus dados apenas no mês que vem, mas espera-se uma contração de até 6% na economia japonesa em 2009.

O chefe da agência nacional de estatísticas chinesa, Ma Jiantang, que fez o anúncio dos números do PIB nesta quinta-feira, procurou relativizar o fato de a economia da China, país com 1,3 bilhão de habitantes, ultrapassar a do Japão, que tem 128 milhões.

“De acordo com os padrões das Nações Unidas, ainda há 150 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza na China, com menos de US$ 1 por dia. Esta é a realidade da China”, afirmou Ma.

“Apesar do crescimento do nosso PIB e nossa força econômica, temos que reconhecer que a China ainda é um país em desenvolvimento”, disse.

Segundo ele, a China enfrentou “sérias dificuldades” em 2009, mas sua economia se recuperou e agora está se movendo na direção correta.

Ma divulgou ainda uma inflação oficial de 1,9% em dezembro em relação ao ano anterior, mas disse que os aumentos de preços foram “leves e sob controle”.

“Isso nos lembra de estarmos atentos à tendência de mudanças de preços”, afirmou.

Com os sinais de que a atividade econômica chinesa poderia estar acelerada demais, o governo pediu nesta semana que os bancos do país limitem a concessão de crédito.

Última actualización el Viernes, 22 de Enero de 2010 01:47
 
Governo da Venezuela vive crise interna PDF Imprimir E-mail
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Miércoles, 27 de Enero de 2010 00:50

O governo da Venezuela viu implodir uma crise interna na noite de segunda-feira (25). O vice-presidente do país, bem como da Ministra do Meio Ambiente e o presidente do banco da Venezuela renunciaram seu cargos e deixaram o governo de Hugo Chávez.

Os motivos das baixas no gabinete de Chávez ainda não são claros. O governo afirma que foram motivos pessoais que levaram a saída do trio. Já a imprensa oposicionista afirma que Ramón Carrizález, vice-presidente, renunciou por não concordar com os rumos da política de Hugo Chávez.

Já Yuviri Ortega, ministra do Meio Ambiente, estaria descontente com o plano energético do país. Devido à falta de energia no país, Chávez determinou a construção imediata de usinas termelétricas, grandes poluidoras. Pesa também o fato de Yuviri ser esposa de Carrizález.

Os baixos faturamentos do Banco da Venezuela – estatizado recentemente – levaram Eugenio Vázquez Orellana a pedir demissão. Desde a noite de segunda-feira as manifestações pró e contra Hugo Chávez surgiram em Caracas. Em uma delas, inclusive, houve o registro da morte de um estudante, baleado.

Última actualización el Miércoles, 27 de Enero de 2010 00:53
 
VENEZUELA MARCHA DIVIDIDA PDF Imprimir E-mail
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Domingo, 24 de Enero de 2010 12:35

Opositores do presidente venezuelano, Hugo Chávez, e partidários de seu governo, saíram hoje às ruas de Caracas em manifestações que transcorreram sem incidentes, e em um ambiente de campanha eleitoral em um ano de difíceis pleitos parlamentares.

 

Conforme fontes da oposição, milhares caminharam pelo centro em direção aos bairros gritando palavras de ordem contra Chávez e a favor que a oposição vá unida às legislativas de setembro.

 

"Chávez, estás fora do jogo" estampava os cartazes erguidos pela oposição que expressava assim a rejeição às recentes medidas do Governo, entre estas a desvalorização da moeda nacional e os cortes de luz e água diante da crise energética que passa o país rico em petróleo.

 

Os simpatizantes dos diferentes grupos de oposição, que buscam unir-se na chamada "Mesa de Unidade" diante do ano eleitoral, concluíram sem incidentes sua passeata, em meio às declarações de seus líderes com relação às eleições.

 

Atualmente, a unicameral Assembleia Nacional (AN), de 167 deputados, conta com maioria governista, já que na eleição passada a oposição não apresentou candidatos.

 

"A unidade é a garantia de vitória para as eleições legislativas de setembro, para que tenhamos um Parlamento que controle o Governo e evite que a saída de dinheiro para o exterior", disse hoje o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma.

 

Por sua vez, Julio Borges, coordenador do partido opositor Primeiro Justiça afirmou: "estamos em um ano de mudança, um ano no qual podemos virar o omelete".

 

"A partir de hoje temos que ter uma ideia clara para todos: 2010 é o ano da mudança. Vamos mudar com o voto esta ditadura ineficiente", acrescentou Borges.

 

O governador do estado Miranda, Henrique Capriles, do mesmo partido que Borges, disse que "as mudanças virão quando cada um trabalhar para alcançá-las".

 

"Chegará o dia em que estas duas mobilizações se encontrarão", manifestou.

 

Pouco após concluir a manifestação opositora em um extremo de Caracas, Chávez chegava à concentração governista no centro da cidade, ovacionado pelos partidários.

 

A bordo de um caminhão e acompanhado por suas filhas, o líder venezuelano, vestido de vermelho - cor do "chavismo" - da mesma forma que a grande maioria de seus partidários, acudiu a uma praça, próxima ao Palácio presidencial de Miraflores, onde terminava a passeata convocada pelo Governo.

 

Logo após iniciar seu discurso, Chávez ordenou a todos os canais de televisão entraram em "cadeia nacional" por um minuto, que depois se prolongou por mais de cinco, para clamar pela unidade dos que apóiam a chamada revolução bolivariana que lidera e para mostrar uma suposta superioridade numérica na concentração.

 

"Começou uma campanha admirável, oligarcas tremam, viva a alegria patriótica. Anunciamos que o povo está na rua, as ruas são do povo e não da oligarquia", bradou o governante.

 

Chávez pediu a unidade de todos e fez um chamado a jovens, mulheres, trabalhadores, profissionais, intelectuais e militares para que sigam trabalhando na construção do socialismo.

 

Terminada a cadeia obrigatória, o presidente continuou seu discurso por mais duas horas e meia, durante as quais criticou "o império", em alusão aos Estados Unidos, e defendeu a política de seu Governo.

 

"Vamos seguir construindo a pátria boa", afirmou o presidente, quem reiterou o compromisso de lutar contra a pobreza e a delinquência, e melhorar as condições dos trabalhadores venezuelanos.

 

"O ano 2010 começa com uma batalha", disse Chávez, quem voltou a desafiar "os esquálidos", como chama à oposição, a que "chamem um referendo".

 

Há pouco mais de uma semana, o presidente venezuelano, que superou um referendo em agosto de 2004, já desafiou à oposição a tentar tirá-lo do Governo com outra medida do tipo.

 

Os porta-vozes opositores negaram que pretendam convocar essa consulta e disseram que Chávez insiste nisso para desviar a atenção dos problemas econômicos e sociais, que atribuem à ineficiência do Governo. EFE

 

Última actualización el Domingo, 24 de Enero de 2010 12:46
 
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