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Brasil


A Oposición Política Cubana ante o Tratado de París 2.0 PDF Imprimir E-mail
Escrito por Indicado en la materia   
Sábado, 13 de Septiembre de 2014 10:52

Por Jorge Hernández Fonseca.-

Já ninguém, dentro ou fora da ilha, têm dúvidas de que Cuba caminha para mudanças substanciais. Não se trata somente de aprofundar nos câmbios mornos efetuados na sua estrutura econômica, mas também, que os haverá no seu ordenamento político, social e moral. O que ninguém sabe é em quê direção, com qual profundidade e quem –se cubanos ou não-- dirigiram as mudanças.

O temor do ditador cubano Fidel Castro em quanto que uma rachadura no muro, por pequena que for, acabaria finalmente fazendo saltar-lho em pedaços, vai-se confirmar provavelmente em vida do ancião ditador. Não foi necessário que seu irmão Raúl autoriza-se a ação de grandes empresas capitalistas na economia cubana, ou de uma luz verde para criar novos partidos políticos. Têm sido passos simples na direção do mercado e o muro está ao estalar.

Os sintomas da catástrofe são cada vez mais evidentes. Porém, há um plano raulista em andamento para tirar da oposição política cubana a direção das mudanças. O plano não faz mais do que acelerar o desastre, o qual deve alertar à oposição cubana para fazer uso das poucas ferramentas pacíficas que tem na sua disposição para enfrentar a batalha.

Todos os estudiosos do problema cubano coincidem em que a morte de Hugo Chávez tem feito à ditadura cubana reanalisar seus objetivos imediatos. O reanalise tem implicado uma possível apertura com seu inimigo do norte, na procura do oxigeno necessário para um plano de autossuficiência, visando aliviar a asfixiante situação de improdutividade à que tem chegado o regime castrista e sua quase total carência de possibilidades reais de produzir bens e serviços.

Nem nas melhores épocas do copioso subsídio petroleiro da URSS, ou de Chávez, a ilha tem podido autoabastecer com alimentos à sua própria população. Agora que o subsidio está em duvidas, a análise interna sinala ao norte. Pela sua parte, EUA seria favorável para uma apertura com Cuba se a ilha oferecer sinais políticas que permitam, como mínimo, dizer que “já em Cuba não há ditadura”. Assim, os gerais de Raúl têm posto em marcha um plano de “russificação” da ilha, tomando as melhores empresas, negociando com o capital estrangeiro e deixando à oposição política cubana atual numa posição de indefensão econômica e política no curto prazo.

As razões para Raúl Castro fazer um giro como o descrito, permitindo que a ditadura abrace a economia de mercado y se abra politicamente às eleições “livres” (de início serão amanhadas, mas, em muito pouco tempo terão que ser relativamente livres) vem dado, primeiro que tudo, pela pressão interna de uma população quase totalmente desassistida. Há outros dois elementos que se conjugam na análise e que têm motivado a decisão de câmbios: o convencimento crescente do fracasso do marxismo na pratica social, por um lado, e por outro, o fato do que os novos capitalistas seriam seus próprios generais e familiares e que os partidos políticos iniciais estariam organizados nos laboratórios da policia política cubana.

São três as razões para Obama decidir negociar uma apertura política parcial em Cuba, assim como uma economia cooptada pelos generais de Raúl y seus familiares:

Em primeiro lugar, para os Estados Unidos não seria convenente um vazio de poder em Cuba, que implique uma desaparição súbita do exército ditatorial e seus corpos de segurança. EUA preferem uma dissolução controlada do hipertrofiado sistema de forças armadas cubanas, que permitam, por um lado, evitar o tão temido fluxo balseiro da população cubana para a Florida durante a revolta, e por outro lado, que se mantenha intacta a vigilância cubana contra o tráfico de drogas para Norte-américa nos mares e céus sob seu controle, ponto estratégico para EUA.

Em segundo lugar, a oposição cubana não têm podido (sabido) posicionar-se ante EUA --e ante a comunidade internacional-- como uma opção crível de governo opositor e carece da força capaz de oferecer aos EUA garantias reais contra a penetração do narcotráfico nas estruturas do novo governo, pela experiência de penetração, tanto no México como em Centro América, donde há governos narcos paralelos às Instituições estabelecidas.

Em terceiro lugar, há uma ação política bipartidista motivada por pressões econômicas crescentes, procedentes do Congresso e de grandes empresas agrícolas e de turismo, no sentido de entrar na ilha com o poder econômico estadunidense, como um primeiro passo para resolver o problema político, pensando que uma vez instaladas, o câmbio político seria mais fácil.

Desde o ponto de vista de Europa --Espanha fundamentalmente-- estaria mais interessada numa solução como a que prepara Raúl –devido a seus muitos interesses em hotéis em acordos com o exército cubano-- pelo que se estima que somente teria que negociar com EUA as diferencias existentes com os interesses mencionados, em função de que muitos negócios norte-americanos são agora de “propriedade” espanhola, pela benevolência castrista.

Analistas políticos do nosso entorno já têm alertado do andamento dos planos raulistas para uma transição truculenta, mas, não têm falado das possibilidades opositoras, bem por considerá-las inexistentes, bem por simplesmente não analisa-as. Creio que há possibilidades de uma resposta opositora coerente e estruturada para fazer frente às três gigantes (Raúl, EUA, Espanha) unidos por um objetivo comum: produzir uma transição na que a oposição política ao castrismo não tenha nem voz nem voto. Seria algo assim como um “Tratado de París dos ponto zero”, usando a terminologia digital. Provavelmente, ao único pais que não interessaria uma situação na que a oposição cubana participe pouco da “solução”, é a EUA. Mas, se os dirigentes das organizações opositoras cubanas não dão os passos necessários, EUA tem todas as condições para --igual que vai fazer Raúl-- criar a “oposição cubana” que lhe seja conveniente.

De maneira que a oposição democrática cubana está agora ante uma alternativa realmente inadiável, se não quer viver numa Cuba semejante da Rússia atual: Não haverá mais ditadura, mas haverá castrismo. Haverá liberdades, mas não haverá justiça. Teremos eleições, mas haverá governantes da nomenclatura opressora atual. Além de mais, haverá o mesmo exército, a mesma policia reciclada, em fim, não poderá haver paz social com este engendro.

Há soluções se a oposição política cubana se prepara e usa suas poucas forças para o enfrentamento. A unidade na ação de todas (ou das principais) organizações opositoras de dentro y fora da ilha é um passo fundamental para a ação, decidindo personalidades cubanas independentes y conhecidas internacionalmente para poder ter voz e voto frente a Washington, Madrid y Havana, sem temor que respondam a interesses externos.

Para isso a presencia de jovens opositores da geração atual, como Rosa Maria Payá, Eliézer Ávila e Yoani Sánchez (sobre a qual escrevi neste espaço para um papel fundamental neste marco), basicamentalmente, resultaria providencial neste cenário.

Os acontecimentos se precipitam e da celeridade com que a oposição cubana decida seus passos e suas ações, dependerá o papel que jogue num futuro, que sem dúvidas se aproxima.

Se não atuamos agora, depois não poderemos ter queixas de estar ante o Tratado de París 2.0.

29 de Marco de 2013

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Médicos Cubanos em Brasil: Cidadãos de Segunda PDF Imprimir E-mail
Escrito por Indicado en la materia   
Sábado, 13 de Septiembre de 2014 10:49

Por Jorge Hernández Fonseca.-

Os exilados cubanos que moramos no Brasil, estamos vivendo uma situação esquisita: por um lado, enfrentamos o trauma de ver como os nossos compatriotas médicos residentes na ilha --enviados ao Brasil para trabalhar em zonas apartadas junto aos colegas de outras nacionalidades no plano “Mais Médicos”-- são tratados como “cidadãos de segunda”. Tudo porque há uma ordem da ditadura castrista –aceitada pelo governo esquerdista do Gigante Sul-Americano-- que tira praticamente todos seus direitos (não podem trazer sua família, não podem ser contratados diretamente, não podem se mover do lugar, não podem ganhar o salário previsto…) muito diferente ao trato que é oferecido ao resto de seus colegas brasileiros e de terceiros países.

A situação de “apartheit” com os médicos cubanos, muito debatidos pela imprensa, o Congresso e a opinião pública brasileira (o cidadão médio a entende como “trabalho escravo”) tem evidenciado, ante a sociedade do Colosso Sul-Americano, o verdadeiro trato que a “revolução cubana” da a seus cidadãos. Como poucos no Brasil querem acreditar que os médicos cubanos somente vão receber 200-300 dólares por mês --de 4 mil 400 dólares mensais que o governo brasileiro repassara á ditadura cubana-- existe um despertar da opinião pública local para a exploração desumana existente dentro de Cuba.

Quando as autoridades brasileiras têm a obrigação de admitir que um médico cubano recebe um salário mensal de 30 dólares por mês na ilha, algo do véu castrista desaba e fica nua a verdadeira cara de uma ditadura discriminatória contra o melhor de seu povo. Se o trauma dos cubanos que residimos no Brasil é doloroso ao contemplar tanta exploração, a consternação dos brasileiros não é menor, inclusive a dos “esquerdistas”.

¿É esta exploração –e discriminação-- o que quer o governo do Brasil para seus cidadãos? Se não for assim, ¿por que aceita tratar aos médicos cubanos discriminando-os, financiando com mais de 17 milhões de dólares mensais aos irmãos Castro, em quanto a cada médico cubano lhe paga uma esmola de 300 dólares mensais? ¿Em quê parte do convenio ganancioso está a “justiça social” ou inclusive, “a luta contra a exploração capitalista”? ¿Como pode o governo de um país aberto, democrata como Brasil, que contrata médicos de vários países, discriminar desumanamente ao nobre e sofrido povo cubano? ¿Não é este “bloqueio” do salário dos médicos cubanos pior do que o famoso “bloqueio americano”?

As anteriores perguntas nos levam concluir que há fatores ocultos detrás dos fatos. A presencia em Brasil dos médicos cubanos para trabalhar no interior da geografia brasileira, além de ter a vantagem (eleitoreira para o governo) de oferecer ajuda médica aos povoados apartados, tem certamente o objetivo de colocar “sargentos eleitorais” em zonas remotas, que fariam propaganda para a reeleição do atual governo, acossado por protestas de rua e que o ano próximo --quando Castro completará os 4 mil médicos comprometidos-- enfrentará eleições presidenciais de difícil prognóstico atualmente. Em paralelo --como parte da estratégia-- o governo esquerdista do Brasil financiaria também a repressão dentro de Cuba, tirando o salário dos médicos e entregando-o quase íntegro aos irmãos Castro.

Porém, este trato discriminatório que o governo brasileiro brinda a seus “promotores eleitorais”, poderia se converter numa arma de dois gumes. Se bem os cubanos vão fazer propaganda em favor da esquerda local, sua própria presencia --recebendo uma fração insignificante do salário (a parte maior vai aos bolsos de seus amos em Cuba)-- se constituirá numa outra propaganda negativa, efetiva e poderosa contra aqueles que exploram de maneira desumana uns profissionais sacrificados, mas, cativos.

É difícil afirmar que o plano do governo brasileiro com os médicos não é para beneficiar populações carentes. Porém, os razoamentos anteriores, as respostas a médias e a falta de explicações convincentes sobre as perguntas formuladas, conduzem pelo caminho ‘eleitoreiro’ da reeleição da atual mandatária, somado à estratégia do governo atual para financiar o desastre castrista em Cuba. As autoridades brasileiras pagam 10 mil Reias por mês por cada médico dentro do plano “Mais Médicos” para interiorizar a saúde pública com uns poucos médicos brasileiros e com um grupo reduzido de médicos estrangeiros. No caso dos 4 mil médicos cubanos, maioria dentro do plano, temos que somar à sua tarefa médica, a labor eleitoreira, mais o apoio governamental esquerdista para que não recebam o pagamento que merecem, com um único objetivo: financiar a ditadura castrista com o salário dos doutores.

O governo brasileiro é de continuidade de um governo anterior com 8 longos anos, amigo de Castro, mas nunca antes mostrou interesse nos médicos cubanos; ¿por que agora, menos de um ano das eleições presidenciais, com Cuba numa crise econômica, organiza-se um plano de este tipo sem discuti-lo previamente com a sociedade brasileira, sequer com as associações médicas do país?

Toda esta história “mal contada” explica-se quando sabemos que o governo do Brasil quer substituir Venezuela como financiador da ditadura castrista, em quanto os Castros ajudam ao atual governo na manutenção do poder em Brasil, ganhado as próximas eleições presidenciais.

13 de Setembro de 2013

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Brasil ao resgate da ditadura castrista PDF Imprimir E-mail
Escrito por Indicado en la materia   
Sábado, 13 de Septiembre de 2014 10:44

Por Jorge Hernández Fonseca.-

Há no Brasil --e em boa parte de Latino-América-- uma distorção geral respeito aos regimes políticos, ideológicos e econômicos. Depois de sair com sucesso de ditaduras de corte político militar, boa parte da América do Sul se embarca agora num apoio incondicional à única ditadura remanente em toda Latino-América: a ditadura castrista implantada em Cuba. O castrismo foi quem provocou a guerra civil guerrilheira das décadas dos 60 e 70 do século passado na Nossa América, consequência da qual emergiriam as ditaduras militares mencionadas antes, que ao derrotar a esquerda beligerante de então, criaram democracias governadas (primeira distorção) nada menos que ¡pelos derrotados!

A segunda distorção --esta de tipo político-- consiste em que América Latina não reconhece na Cuba castrista uma ditadura. Por incrível que pareça, os ex-guerrilheiros treinados na ilha para fazer a guerra em Sul-América (agora no poder em seus países) insistem em ver na opressão dos irmãos Castro uma “democracia social”. ¡Nada tão insensato! “Eles” sim que puderam lutar contra as ditaduras que os oprimiram, os cubanos não podem!

Como que a maioria dos governantes de Latino-América foram guerrilheiros reciclados, que por incrível que possa parecer, saíram com vida de “terríveis” “ditaduras militares” enquanto “lutavam” por implantar nos seus países um sistema similar ao cubano, agora lhes é muito difícil reconhecer que estavam “totalmente errados”, por isso apoiam ao castrismo. Esta é una distorção ideológica: querem para Cuba o que não querem para seus países. ¿Engraçado verdade?

Por outro lado, todas estas nações lutam por atrair a inversão estrangeira para impulsar o crescimento econômico, se aderem às praticas do mercado como fonte de riquezas e tomam medidas privatizadoras como via de aumentar a eficiência econômica, em quanto batem palmas á discriminação que os irmãos Castro fazem com a sociedade civil cubana em general, impedida de capitalizar-se, de atuar como entes economicamente ativos, relegada a atividades menores e subalternas.

Brasil, sabendo que o castrismo só se mantém se consegue um suporte econômico forte que o mantenha (primeiro foi a União Soviética, que subvencionou a ilha por 30 longos anos, depois foi a Venezuela de Hugo Chávez, que ainda hoje envia rios de petróleo sem custo para manter aquele “parque temático” de carros velhos e prédios destruídos) tem-se aventurado a ser o próximo na lista de mantenedores da mais antiga ditadura do Continente.

Em consonância com a crença de que os cubanos “não podem ser livres”, o atual governo brasileiro do Partido dos Trabalhadores, PT, aliado fundamental da ditadura castrista em Brasil, tem-se apresado “enterrar” na ilha dos irmãos Castro mais de mil milhões de dólares por conceito de modernização de um porto cubano, para operá-lo precisamente quando Estados Unidos decida comerciar com Cuba, o qual –por lei norte-americana-- só será possível quando Cuba faça uma apertura política, é dizer, quando já não exista mais castrismo.

No momento que os irmãos Castro ensaiem uma apertura política, nenhum dos representantes de sua nefasta ditadura será governo nunca mais na ilha, por isso não fazem apertura. Como é possível que a cegueira do PT brasileiro permita que seja dilapidado o capital nacional entregando mais de mil milhões de dólares a uma ditadura nos seus finais, pensando que terá alguma maneira de continuar em Cuba depois de um câmbio político? Tudo aquele que agora (ou antes) ajudou aos irmãos Castro a oprimir ao povo cubano, será simplesmente expulsado da ilha, com o apoio firme de EUA sempre que haja interesses --como os do PT brasileiro-- que também lesem diretamente aos interesses norte-americanos.

Como se tudo o anterior for pouco, o atual governo do PT brasileiro usa nada menos que quatro mil médicos cubanos dando a eles o tratamento de “cidadãos de segunda” categoria ao negociar com os irmãos Castro o pagamento de praticamente todo o salário mensal comprometido com cada um deles, entregado na mão do ditador, em quanto paga a cada médico uma fração insignificante deste salário. Uma prática escravista que não sucede com nenhum médico estrangeiro no Brasil e que só serve para apoiar com mais de 200 milhões de dólares por ano à falida tirania castrista, tirado do salário dos sacrificados médicos cubanos, canalhada que o povo da ilha não olvidará quando recupere sua liberdade.

A antiga União Soviética mantinha à ditadura cubana por razões de estratégia de alta política internacional durante a guerra fria. Algo similar sucedeu em quanto Chávez estava com vida, já que ele se constituiu em ponta de lança do castrismo para penetrar Sul-América. Mas, que persegue Brasil com este empenho de substituir à Venezuela como mantenedor da ditadura castrista no poder? será para materializar um anti-norteamericanismo infantil? será que Brasil quer construir em Cuba uma plataforma produtiva para comerciar com vantagens com EUA quando já os irmãos Castro não existam mais? será um sinal da dupla Lula-Dilma (mentores do apoio econômico à ilha agora, para a manutenção da ditadura em Cuba) à extrema esquerda de seu partido, o PT, com objetivos políticos partidários internos?

Todas as perguntas formuladas têm respostas alternativas, umas mais explicáveis, outras menos. A pergunta que resulta difícil de responder é, como o governo brasileiro se “embarca” com dinheiro do estado (não do partido PT) numa política planificada precisamente para o pós castrismo, quando sabe que ajudar aos irmãos Castro na opressão do povo cubano agora, é a melhor maneira de serem expulsos da ilha precisamente no pós castrismo, tanto pelos governantes anti castristas cubanos que cheguem ao poder, como pelos norte-americanos, contra os quais se executa também a atual política de ingerência brasileira na ilha?

Uma possível resposta à pergunta anterior é que o PT brasileiro quer “apoiar” uma dupla apertura, econômica e política na ilha (sem apertura política não há negócios com EUA, por lei norte-americana, repeto), mas, sem levar em conta aos opositores cubanos, mas, somente aqueles cubanos “militantes” que apoiam os excessos ditatoriais hoje e que se conseguem sobreviver ao fracasso socialista, pretendem continuar com as “deliciosas rendas do poder”.

Brasil com tudo isso, executa uma perigosa aventura partidária, ideológica y “fraternal” do partido no poder, PT, que admira à ditadura cubana subvertendo os valores democráticos e brincando com o dinheiro do estado, não do partido PT. Algo assim não pode ter sucesso no corto, no mediano, nem no longo prazo, porque, por mais do que o PT brasileiro não queira, o povo cubano tem direito a ser tão livre, democrático e independente, como é o próprio Brasil, assim como são o resto dos países de Latino-América, depois de liberados das ditaduras militares emergidas precisamente pela imposição guerrilheira castrista a sangue y fogo.

Para uma sociedade como a cubana, que já tem pagado o alto preço de 10 mil jovens fuzilados por causas políticas, de mais de 400 mil lutadores pela democracia, que têm passado por longos anos de prisão nos cárceres ditatoriais e que têm emigrado massivamente (mais do 20% da população cubana mora no exílio) a derrota da ditadura está próxima e seria muito triste que um povo irmão, nobre e generoso como é o povo brasileiro, suje sua história e seu futuro ético y moral tentado impedir que o povo cubano alcance finalmente sua liberdade.

15 de Outubro de 2013

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EUA deve levantar o embargo em troca de una apertura política em Cuba PDF Imprimir E-mail
Escrito por Indicado en la materia   
Domingo, 27 de Julio de 2014 16:26

Por Jorge Hernández Fonseca.-

Ate o mais ingênuo opositor à ditadura castrista sabe que Estados Unidos não vai levantar o embargo sem que os irmãos Castro paguem o preço que ele implica. Por que, por exemplo, o regime cubano insiste que para libertar ao norte-americano Alán Gross preso em Cuba, EUA deve “reciprocar” libertando os três espiões cubanos presos em Norte-américa, porém, com o embargo pede sua eliminação “unilateral” sem “reciprocar” nem dar nada em troca?

 

EUA deve levantar o embargo em troca de una apertura política em Cuba

Jorge Hernández Fonseca

26 Julho de 2014

O embargo norte-americano que pesa sobre Cuba tem sido um tema de debate, argumentação e divisão dentro da oposição política cubana ao regime dos irmãos Castro: “Não tem atingido seus objetivos”; “É uma justificativa para o castrismo”; “Não é um problema cubano”; “É um remanente da guerra fria”; “Levantá-lo levará um câmbio positivo dentro da ilha”; “É a causa da deplorável situação econômica cubana”; “Sem o embargo Cuba seria um paraíso”; “O embargo é ingerencista”; “O embargo implica num ‘bloqueio’ a Cuba”, entre outros pontos de vista, muitos deles carimbados pelo castrismo, outros por opositores honestos.

Os enunciados anteriores --todos-- implicam sempre meias verdades, precisamente para serem críveis, mas, em nenhum dos casos são verdades absolutas. Sob o embargo Cuba passou os longos anos do subsidio soviético (desde a década dos 60 até inícios dos 90) sem ser mencionado pelo oficialismo, mas, quando a subvenção “companheira” acabou, a propaganda oficial ressuscitou-o “de entre os mortos”. Na realidade os opositores cubanos --sejam quais foram seus critérios sobre esta medida de EUA respeito a Cuba-- podem entender que o embargo é uma importante ferramenta de negociação dos EUA com o castrismo, agora que a Cuba dos irmãos Castro finalmente levanta bandeira branca ante “o inimigo do norte”.

Ate o mais ingênuo opositor à ditadura castrista sabe que Estados Unidos não vai levantar o embargo sem que os irmãos Castro paguem o preço que ele implica. Por que, por exemplo, o regime cubano insiste que para libertar ao norte-americano Alán Gross preso em Cuba, EUA deve “reciprocar” libertando os três espiões cubanos presos em Norte-américa, porém, com o embargo pede sua eliminação “unilateral” sem “reciprocar” nem dar nada em troca?

Um grupo de exitosos empresários cubano-americanos tem pedido diretamente ao presidente norte-americano Barack Obama o levantamento das limitações financeiras, econômicas e comerciais que EUA mantém respeito à Havana. É um direito destes empresários fazer tal solicitação na área econômica, de parte do executivo norte-americano –área na qual eles têm-se desenvolvido. Pela mesma razão --e com o mesmo direito-- políticos opositores cubanos devem pedir ao governo norte-americano negociar com os irmãos Castro o levantamento do embargo, em troca de uma apertura política, também na área na qual eles se desenvolvem.

Estamos ante uma realidade de conversações --já em andamento -- entre a União Européia e a Cuba dos irmãos Castro. De igual maneira, se aproximam negociações entre EUA e os representantes de Fidel y Raúl. Porém, não haverá conversações entre a ditadura cubana e os opositores políticos (como deveria ser). Este diálogo não acontecerá porque, da parte da oposição será trair a memória das lutas contra os opressores, e da parte da ditadura cubana não há vontade política. São duas as razões básicas para que o diálogo não aconteça: primeiro, a ditadura não quer diálogo com os opositores cubanos (prefere dialogar com “o inimigo externo”) e as poucas vezes que tem conversado com opositores cubanos, tem acontecido um monólogo; segundo, porque o diálogo somente se produz quando ambos adversários estão convencidos que do diálogo surge uma melhor posição para ambas as partes, e este não é o caso agora, nem da ditadura castrista, nem da oposição política democrática digna, que entende o diálogo com o opressor, nas atuais circunstâncias, como uma forma de traição.

No caso específico de EUA --e ante o avance das influências conjuntas de Rússia e China dentro de Cuba-- e procurando ademais lesionar os interesses norte-americanos em todo o nosso hemisfério oferecendo créditos e investimentos em Latino-américa, EUA deve tomar providencias urgentes para definir uma política exterior pro ativa respeito a Cuba e à intromissão da China y da Rússia no nosso Sub Continente tudo, saindo da inércia atual.

Assim as coisas, é claro que a oposição política cubana deve exercer a maior e melhor de suas influências, tanto dentro da União Européia (onde tem pouca influencia real) como frente ao governo atual de EUA, fornecendo seus argumentações para que sejam analisadas pelas grandes potências, visando que sejam utilizadas nas conversações com Cuba.

Um grupo de opositores cubanos já têm ido à Europa (Madrid) para falar sobre as futuras negociações Europa-Cuba e recentemente foram de novo em Espanha para tratar de influir nos negociadores europeus. Os interesses cubanos e os interesses da UE e EUA devem coincidir nos pedidos que sejam feitos. Não é o caso de incluir opositores cubanos em delegações estrangeiras, ou incluir uma ‘parte cubana’ (opositora) em negociações onde não têm sido convidados. O correto seria propor elementos de negociação à Europa y aos EUA de beneficio, tanto aos cubanos em geral, como para europeus e norte-americanos, com argumentos que sejam aceitáveis (e evidentes) para toda a comunidade internacional.

Os EUA pela sua parte têm no levantamento do embargo a carta de negociação que os europeus perderam renunciando à sua “posição comum”. Isso deve ser aproveitado de conjunto com a real e atual influencia que o exílio cubano possui dentro dos EUA sobre as decisões do executivo e o legislativo norte-americano, estruturando argumentos para que EUA não entregue sua mais importante carta de negociação --o embargo-- sem pedir ao castrismo uma apertura política em troca. Desta maneira, o executivo de EUA colocaria em crise a posição cubana de não abrir-se politicamente, na certeza que o mundo exterior vai ver a proposta com muitos bons olhos e aprovaria a lógica de que, em todas as negociações “há que dar para receber”. Adicionalmente, o pedido de apertura política estaria muito em fase com a cultura política latino-americana atual, já que ate em regimes como o “chavismo” venezuelano, o “evismo” boliviano y o “correismo” equatoriano, há eleições com vários partidos.

Não creio que os opositores cubanos devam pedir agora diálogo com os irmãos Castro; mas, já que as conversações vão-se produzir entre Cuba e seus aliados democráticos (EUA y a UE), acredito que os opositores devem pôr toda a sua força em convencer aos EUA y à UE (ambos democratas e livres) da necessidade de obrigar à ditadura cubana para atuar em função da cultura democrática mundial atual, para que permita uma apertura política dentro da ilha.

O povo cubano tem executado uma longa e constante luta pela suas liberdades democráticas neste mais de meio século. Nada mais lógico que agora as potencias que negociarão seus interesses com a ditadura, incluam nas suas negociações a necessidade do acesso dos cubanos ao seus diretos políticos cancelados sem razão nenhuma, sobre tudo, quando a ditadura se dispõe a negociar com “o inimigo”, deve verse obrigada dar liberdades ao seu povo.

Para a apertura política (pouca ou muita) que seja conseguida neste processo em mãos de aliados democráticos (se é que convencemos à UE y aos EUA --e se conseguimos a apertura política nas conversações--) toda a oposição cubana deve estar preparada para dar a batalha pacífica dentro da ilha no terreno cívico. A ditadura também se prepara para esta nova fase --que sabe inevitável da luta-- y já monta seus “partidos políticos opositores” amanhados.

O novo campo de ações que nasce de uma situação como a descrita, será gradual, porque não haverá uma derrota contundente e imediata do castrismo, mas, seguramente haverá oportunidades que o nosso povo vai aproveitar junto à oposição democrática, para superar este pesadelo de demasiados anos de opressão, repressão y divisão da Nação Cubana.

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Última actualización el Jueves, 14 de Agosto de 2014 12:42
 
Uma nova ponte entre a China e a América Latina PDF Imprimir E-mail
Escrito por Indicado en la materia   
Jueves, 17 de Julio de 2014 13:28

Por Luis Alberto Moreno.-

Esta semana o presidente da China, Xi Jinping, iniciou uma viagem oficial por Brasil, Argentina, Venezuela e Cuba em sua segunda visita à América Latina em pouco mais de um ano. Em junho de 2013, ele esteve em Trindade e Tobago, Costa Rica e México antes de se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na Califórnia. Essa é uma clara evidência de que a relação entre China e América Latina navega por novas águas.

Durante séculos, essa relação teve como marco o oceano Pacífico, uma ponte entre ambas as regiões. Na época colonial, galeões espanhóis navegavam entre Acapulco e Manila, transportando produtos asiáticos e americanos. No século XIX, dezenas de milhares de chineses chegaram às nossas costas para trabalhar na construção de canais e ferrovias, plantações de açúcar e minas de guano e salitre. Outras ondas migratórias ocorreriam durante o violento século XX.

A presença chinesa deixou marcas profundas em nossa cultura, desde as artes culinárias até a paisagem urbana. Há bairros chineses em muitas das grandes cidades de nosso continente, e a influência de personalidades com ascendência chinesa se tornou notável no setor acadêmico, nas artes e no serviço público.

A presença chinesa deixou marcas profundas em nossa cultura, desde as artes culinárias até a paisagem urbana

Atualmente, o Pacífico continua sendo uma rota de comércio, mas em uma escala inédita, porque, hoje, mais de 40% do intercâmbio global de mercadorias cruza suas águas.

Desde o ano 2000, o intercâmbio comercial entre a China e a América Latina cresceu 23% ao ano, uma taxa impressionante. A China é, hoje, o primeiro destino das exportações de Brasil, Chile e Peru. A economia do país asiático consome 40% de todo o cobre exportado no mundo, 47% do ferro e 53% da soja.

Um dos motores da demanda chinesa por matérias primas foi sua rápida urbanização, em uma escala sem precedentes. Nos últimos 35 anos, mais de 560 milhões de pessoas mudaram do campo para cidades, quase o equivalente a toda a população da América Latina.

Em março, as autoridades chinesas oficializaram um plano nacional de urbanização com o objetivo de elevar a população das cidades para 60% do censo total até 2020. Isso implica um aumento de 100 milhões de pessoas que viveriam no espaço urbano: mais gente que a soma dos habitantes de Lima, São Paulo, Cidade do México, Buenos Aires, Rio de Janeiro, Bogotá e Santiago. O investimento estimado é de 6,8 trilhões de dólares (15 trilhões de reais), em todo tipo de infraestrutura urbana.

Esta decisão representa uma enorme oportunidade para a América Latina. Em primeiro lugar, porque os investimentos massivos em infraestrutura se traduzirão em uma demanda constante por matérias primas latino-americanas. Em segundo lugar, porque o aumento do poder aquisitivo das famílias urbanas chinesas abre possibilidades de diversificar nossas exportações com produtos de maior valor agregado.

O Pacífico será mais do que uma via de navegação para navios de carga: será uma ponte para intercambiar ideias

Esta nova visita do presidente Xi também indica que a relação entre China e América Latina deixará de ser exclusivamente comercial. Hoje, todos sabemos, com clareza, que o caminho para o desenvolvimentos sustentável passa pelo conhecimento, pela inovação, pela proteção do meio ambiente e por melhorias educativas e institucionais, além da necessidade de grandes investimentos em infraestrutura.

A primeira ponte entre a China e a América Latina foi o comércio. O desafio atual é maior: devemos construir uma ponte para as ideias.

Neste aspecto, o Banco Interamericano de Desenvolvimento tem a vocação e a experiência para canalizar esse diálogo. Esta semana, promoveremos em Lima, junto com o Governo do Peru e a Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS), a Cúpula China-América Latina de Políticas e Conhecimento. O encontro reunirá ministros ligados à área de habitação de Brasil, Chile, Equador e Peru, com autoridades do governo e acadêmicos da China para fomentar o intercâmbio em um tema vital para as nossas sociedades: a expansão urbana.

Temos muitos desafios em comum: em 2020, tanto na China como na nossa região, haverá sete megalópoles com mais de 10 milhões de habitantes. Temos muitas experiências para compartilhar: a América Latina tem lições para tirar da cooperação público-privada e do planejamento nacional chinês, que coordena o crescimento das cidades com o desenvolvimento produtivo. A China poderia aproveitar algumas das soluções inovadoras que aplicamos para temas como a proteção social, os sistemas de transporte urbano e a melhoria dos bairros.

Esperamos que este diálogo seja mais um passo no caminho em direção a uma cooperação mais plena entre duas regiões com uma história de encontros. Assim, o Pacífico será mais do que uma via de navegação para navios de carga: será uma ponte para intercambiar ideias. E graças a este tipo de infraestrutura conseguiremos encurtar a distância que nos separa do desenvolvimento.

Luis Alberto Moreno é presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

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Coronavirus y propaganda en Cuba

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Por JUAN ANTONIO BLANCO.-  El Gobierno cubano aprovecha la pandemia que hoy azota al planeta para incrementar la guerra de desinformación. Basta darle seguimiento a sus medios de prensa y troles para percatarse de...

El coronavirus debe ir al expediente his

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  Por ROBERTO ÁLVAREZ QUIÑONES.-  Con la pandemia del coronavirus ha resurgido el nombre de Napoleón Bonaparte, quien sin ser filósofo tenía una intuición excepcional para hacer pronósticos y no se equivocó cuando ...

La revolución de los parásitos

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Por ANDRÉS REYNALDO.-  Parásito. Toda explicación del castrismo comienza por su condición parasitaria. En lo económico, en lo ideológico. Ningún desarrollo que no contribuya al saqueo del organismo anfitrión. Parásito de Pekín, de...

“Clandestinos” vs. José Martí

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Por Jorge Hernández Fonseca.- Existen un grupo de frases, supuestamente escritas por José Martí en una tal “carta inconclusa a su amigo Manuel Mercado”, donde se exponen conceptos anti-norteamericanos. Esa ca...

“Clandestinos”: El “al pan, pan y al vin

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Por Jorge Hernández Fonseca.-  Por primera vez en 28 años de exilio, me he sentido tratado por los formadores de opinión exiliados, como me trataban los formadores de opinión castristas en ...

“Clandestinos” Un análisis

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Por Jorge Hernández Fonseca.-  Como golpes transgresores y públicos, las acciones de Clandestinos son como bocanadas de aire puro y fresco que la sociedad cubana de dentro de la isla aporta la...