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Artigos: Brasil
Na rabeira (o retrasso economico nos anos do PT) PDF Imprimir E-mail
Escrito por Indicado en la materia   
Sábado, 24 de Septiembre de 2016 12:35

Resultado de imagem para pib brasileiro descende

Por MERVAL PEREIRA.- 

Será divulgado nos próximos dias estudo sobre o comportamento do PIB brasileiro na era petista, comparado ao que aconteceu no resto do mundo, realizado por pesquisadores do Instituto Teotônio Vilela, órgão de estudos e projetos do PSDB. Um dos pesquisadores, André Lacerda, destaca que “esta é a primeira vez em que se mostra, de forma quantitativa, e objetiva, como de fato o crescimento brasileiro ficou muito para trás nos anos dos governos do PT”. 
O que era uma característica nos anos Lula, se acentuou no governo Dilma, quando, segundo o estudo, o Brasil caiu para a 172ª colocação entre 189 países. As conclusões, a partir de cálculos do estatístico Gustavo Carvalho, da UFMG, sob a coordenação de Lacerda e do também pesquisador Fabiano Lana, baseiam-se sempre em dados oficiais, de organismos como o FMI e a Eurostat. 
Do IBGE veio a série por setores e subsetores da economia brasileira que mostra que em todos eles, com exceção das exportações, encolheram com Dilma. A conclusão do estudo, na parte referente ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em relação ao mundo na era PT, é de que “o resultado joga por terra o argumento de que o PIB do Brasil vai mal porque o resto do mundo também vai”.
Com crescimento acumulado de apenas 1% desde 2011, nos seis anos de governo Dilma, o Brasil ocupa a 172a posição num ranking de 189 países, destaca o documento do Instituto Teotonio Vilela, que ressalta, porém, que “desde a ascensão do PT ao poder, o desempenho brasileiro ficou muito aquém da média global e de economias próximas ou similares à nossa”. Para chegar a essa média, o Instituto Teotonio Vilela utilizou a previsão oficial de 2016 de um crescimento negativo do PIB de 3,3%, considerando que o resultado é "uma herança maldita" que o governo Temer herdou.
O estudo teve por base a divulgação dos resultados do PIB até o segundo trimestre deste ano, o último com o país ainda sob o comando de Dilma Rousseff, para realizar um balanço das gestões do PT na economia, e chegou à conclusão de que, em termos de renda per capita, o PIB já caiu 16% em apenas três anos, conforme projeção feita pelo Ministério da Fazenda.
“Estima-se que apenas no início da próxima década este indicador recuperará o nível de 2013. Serão, portanto, quase dez anos perdidos”, afirma o documento do Instituto Teotonio Vilela.  A produção de bens e serviços voltou ao patamar registrado no último trimestre de 2010, com recuo acumulado de 8%, “cinco anos e meio perdidos, o que equivale a todo o período em que Dilma governou o país”.
Segundo o estudo, colaboram para o empobrecimento geral da população brasileira o “desemprego recorde e a inflação, que corrói salários e encarece os preços de alimentos e serviços”.
Quando o cotejo é feito com outros países o desempenho de nossa economia nos últimos anos “torna-se vexaminoso”, segundo o documento. Desde a ascensão de Dilma ao poder, o crescimento do PIB é 0,17% ao ano, para uma população que cresce, vegetativamente, 0,9% no mesmo período. O resultado coloca o país, considerando o período 2011-2016, em penúltimo lugar entre os dez países da América do Sul e em 18o na comparação com as 19 economias latino-americanas, sendo a Venezuela a última colocada nos dois casos.
O estudo destaca alguns exemplos de países que cresceram mais que o Brasil no período: enquanto crescemos 1% nos últimos seis anos, países como a Índia avançaram 49%, o Panamá, 55%, o Peru, 31% e o Chile, 22%, “todas economias com perfis similares ao do Brasil e supostamente, se o discurso oficial petista tivesse algum pé na realidade, enfrentando a mesma “crise internacional” que a economia brasileira deveria estar enfrentando, com preços de commodities mais baixos e dificuldades para exportar”.
Desde 2011, o crescimento mundial médio alcançou quase 23%, o da América Latina superou 12% e a das economias sul-americanas bateu em 9%. Mas o estudo do Instituto Teotonio Vilela destaca que “mesmo no tempo das vacas gordas do boom das commodities, a economia brasileira teve desempenho pior que o de suas concorrentes”.
Levando o período de análise para os 14 anos de administração petista, o Brasil crescia relativamente bem menos que o resto do mundo, ressalta o estudo. Entre 2003 e 2016, a expansão geral do PIB nacional foi de 39%, novamente o segundo pior da América do Sul, o 16° na América Latina e o 137° em todo o mundo. Neste período mais longo, o crescimento mundial acumulado foi de 71%, o da América Latina, de 55% e o da América do Sul, de 58%.

OGLOBO

Última actualización el Sábado, 01 de Octubre de 2016 12:43
 
Cuba é uma ditadura PDF Imprimir E-mail
Escrito por Indicado en la materia   
Jueves, 14 de Enero de 2016 13:59

Image result for Cuba é uma ditadura militar

Por Jorge Ramos.- 

Nós que estamos fora nos esquecemos, mas Cuba é uma ditadura. É algo impossível de esquecer para os 11 milhões de cubanos que estão na ilha. Eles sofrem isso todos os dias.

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O degelo de pouco mais de um ano entre os governos de Washington e Havana mudou a conversa. Em vez de falar da falta de liberdades, das enormes carências econômicas e de violações dos direitos humanos, as notícias são a reabertura de embaixadas, mais turismo e inclusive o possível fim do embargo. Os mais ousados imaginam também o regresso de Guantánamo às mãos cubanas.

Mas no fundo Cuba continua sendo uma ditadura. O ditador Fidel Castro legou o cargo a seu irmão Raúl, e lá só eles mandam. Não há eleições multipartidárias, não há imprensa livre, existem dezenas de presos políticos e o regime se sustenta à base de medo.

Última actualización el Miércoles, 27 de Enero de 2016 14:33
 
Acabou o combustível dos governos de esquerda PDF Imprimir E-mail
Escrito por Indicado en la materia   
Domingo, 06 de Diciembre de 2015 13:23

Por Jorge Castanheda.-

"Falamos de Venezuela. Estamos atentos ao que vai acontecer domingo", disse Mauricio Macri, presidente eleito da Argentina, sobre sua visita à presidente Dilma Rousseff, em Brasília. Logo após a vitória, Macri defendeu a expulsão da Venezuela do Mercosul, "pelos abusos que está cometendo, como a perseguição de opositores e da liberdade de expressão”. O governo Dilma é contra. As eleições parlamentares venezuelanas, do dia 6, podem marcar uma mudança de postura em relação ao governo Nicolás Maduro - seja por Dilma ou seja por Macri. A paciência da América do Sul com o populismo autoritário venezuelano, instaurado pelo presidente Hugo Chávez e herdado por Maduro, oscila ao sabor dos preços internacionais dos produtos brutos - as commodities, essenciais na pauta de exportação dos países latino-americanos, atualmente em baixa. "Vejo uma grande correlação entre o boom de commodities, desde 2003 até o ano passado, e o aparente êxito das políticas sociais dos governos de esquerda na América Latina. A cotação do petróleo despencou 40% desde o ano passado e o produto é fonte de 80% das receitas do governo", diz Jorge Castañeda, analista político e ex-chanceler do México, na entrevista abaixo.

O que o Brasil pode esperar do novo presidente da Argentina?
Mauricio Macri vai cooperar mais com o Brasil. Vai se empenhar nas negociações do Mercosul com a União Europeia mais que sua antecessora, Cristina Kirchner. Ela não era grande entusiasta do comércio exterior. Macri vai insistir com Dilma em nome de uma postura mais equilibrada frente a Venezuela e Equador, em nome de uma defesa mais ativa de direitos humanos e democracia na América Latina. Será bom para Dilma e para o Brasil ter um vizinho um pouco mais previsível, menos errático, menos conflitivo, menos disposto a impor situações incômodas.

Quais as chances de recuperação econômica?
O próprio Macri ainda não sabe o tamanho do problema, no meio de tantos arranjos e números oficiais manipulados pela dinastia Kirchner. Ninguém sabe. Mas os argentinos têm boa margem para se recuperar. O país parou de crescer, mas não chegou a encolher. Diferentemente de Grécia, Equador ou El Salvador, a Argentina tem moeda própria. Pode desvalorizá-la e tornar-se mais competitivo. O país vai enfrentar um ajuste duro, mas ainda assim está numa situação mais tranquila que o Brasil.

O que a vitória de Macri e a impopularidade de Dilma dizem sobre o panorama político da região?
Vejo uma grande correlação entre o boom de commodities, desde 2003 até o ano passado, e o aparente êxito das políticas sociais dos governos de esquerda na América Latina. Em alguns países, isso é mais flagrante que em outros. A Venezuela é o exemplo mais contundente. O país pequeno, de 30 milhões de habitantes, gastou S$ 1 trilhão em programas sociais. Só que a cotação do petróleo despencou 40% desde o ano passado e o produto é fonte de 80% das receitas do governo. Brasil é um caso à parte. Para vocês, a política social tem um custo relativamente baixo, em relação ao PIB. Devemos olhar tudo que aconteceu sob a perspectiva do fim do boom das commodities. Ela está trazendo uma ressaca aos governos de esquerda. Não porque trabalharam mal, mas porque terminou o combustível que lhes permitia trabalhar bem.

É uma insatisfação com quem está no poder, qualquer que seja o partido, ou atinge mais duramente os governos de esquerda?
A crise das commodities está afetando a todos, mas a esquerda parece sofrer um rechaço maior. A população vota nela à espera de políticas sociais mais generosas. Da direita, a expectativa é menor.

Podemos esperar uma nova onda liberal?
Depois da consolidação da democarcia na América Latina, com exceção de Cuba, começou a acontecer algo muito lógico. No livro Utopia Desarmada (1993), eu escrevi que a esquerda ganharia em países com grandes desigualdades sociais, se houvesse eleições democráticas e partidos relevantes. Isso continua sendo verdade. Mas parece claro o fim de um ciclo econômico para paídes dependentes de commodities. Dependendo da duração da crise das commodities, a volta de governos mais à direita é perfeitamente possível.

MARCELO MOURA

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Última actualización el Domingo, 06 de Diciembre de 2015 13:27
 
EUA deve levantar o embargo em troca de una apertura política em Cuba PDF Imprimir E-mail
Escrito por Indicado en la materia   
Domingo, 27 de Julio de 2014 16:26

Por Jorge Hernández Fonseca.-

Ate o mais ingênuo opositor à ditadura castrista sabe que Estados Unidos não vai levantar o embargo sem que os irmãos Castro paguem o preço que ele implica. Por que, por exemplo, o regime cubano insiste que para libertar ao norte-americano Alán Gross preso em Cuba, EUA deve “reciprocar” libertando os três espiões cubanos presos em Norte-américa, porém, com o embargo pede sua eliminação “unilateral” sem “reciprocar” nem dar nada em troca?

 

EUA deve levantar o embargo em troca de una apertura política em Cuba

Jorge Hernández Fonseca

26 Julho de 2014

O embargo norte-americano que pesa sobre Cuba tem sido um tema de debate, argumentação e divisão dentro da oposição política cubana ao regime dos irmãos Castro: “Não tem atingido seus objetivos”; “É uma justificativa para o castrismo”; “Não é um problema cubano”; “É um remanente da guerra fria”; “Levantá-lo levará um câmbio positivo dentro da ilha”; “É a causa da deplorável situação econômica cubana”; “Sem o embargo Cuba seria um paraíso”; “O embargo é ingerencista”; “O embargo implica num ‘bloqueio’ a Cuba”, entre outros pontos de vista, muitos deles carimbados pelo castrismo, outros por opositores honestos.

Os enunciados anteriores --todos-- implicam sempre meias verdades, precisamente para serem críveis, mas, em nenhum dos casos são verdades absolutas. Sob o embargo Cuba passou os longos anos do subsidio soviético (desde a década dos 60 até inícios dos 90) sem ser mencionado pelo oficialismo, mas, quando a subvenção “companheira” acabou, a propaganda oficial ressuscitou-o “de entre os mortos”. Na realidade os opositores cubanos --sejam quais foram seus critérios sobre esta medida de EUA respeito a Cuba-- podem entender que o embargo é uma importante ferramenta de negociação dos EUA com o castrismo, agora que a Cuba dos irmãos Castro finalmente levanta bandeira branca ante “o inimigo do norte”.

Ate o mais ingênuo opositor à ditadura castrista sabe que Estados Unidos não vai levantar o embargo sem que os irmãos Castro paguem o preço que ele implica. Por que, por exemplo, o regime cubano insiste que para libertar ao norte-americano Alán Gross preso em Cuba, EUA deve “reciprocar” libertando os três espiões cubanos presos em Norte-américa, porém, com o embargo pede sua eliminação “unilateral” sem “reciprocar” nem dar nada em troca?

Um grupo de exitosos empresários cubano-americanos tem pedido diretamente ao presidente norte-americano Barack Obama o levantamento das limitações financeiras, econômicas e comerciais que EUA mantém respeito à Havana. É um direito destes empresários fazer tal solicitação na área econômica, de parte do executivo norte-americano –área na qual eles têm-se desenvolvido. Pela mesma razão --e com o mesmo direito-- políticos opositores cubanos devem pedir ao governo norte-americano negociar com os irmãos Castro o levantamento do embargo, em troca de uma apertura política, também na área na qual eles se desenvolvem.

Estamos ante uma realidade de conversações --já em andamento -- entre a União Européia e a Cuba dos irmãos Castro. De igual maneira, se aproximam negociações entre EUA e os representantes de Fidel y Raúl. Porém, não haverá conversações entre a ditadura cubana e os opositores políticos (como deveria ser). Este diálogo não acontecerá porque, da parte da oposição será trair a memória das lutas contra os opressores, e da parte da ditadura cubana não há vontade política. São duas as razões básicas para que o diálogo não aconteça: primeiro, a ditadura não quer diálogo com os opositores cubanos (prefere dialogar com “o inimigo externo”) e as poucas vezes que tem conversado com opositores cubanos, tem acontecido um monólogo; segundo, porque o diálogo somente se produz quando ambos adversários estão convencidos que do diálogo surge uma melhor posição para ambas as partes, e este não é o caso agora, nem da ditadura castrista, nem da oposição política democrática digna, que entende o diálogo com o opressor, nas atuais circunstâncias, como uma forma de traição.

No caso específico de EUA --e ante o avance das influências conjuntas de Rússia e China dentro de Cuba-- e procurando ademais lesionar os interesses norte-americanos em todo o nosso hemisfério oferecendo créditos e investimentos em Latino-américa, EUA deve tomar providencias urgentes para definir uma política exterior pro ativa respeito a Cuba e à intromissão da China y da Rússia no nosso Sub Continente tudo, saindo da inércia atual.

Assim as coisas, é claro que a oposição política cubana deve exercer a maior e melhor de suas influências, tanto dentro da União Européia (onde tem pouca influencia real) como frente ao governo atual de EUA, fornecendo seus argumentações para que sejam analisadas pelas grandes potências, visando que sejam utilizadas nas conversações com Cuba.

Um grupo de opositores cubanos já têm ido à Europa (Madrid) para falar sobre as futuras negociações Europa-Cuba e recentemente foram de novo em Espanha para tratar de influir nos negociadores europeus. Os interesses cubanos e os interesses da UE e EUA devem coincidir nos pedidos que sejam feitos. Não é o caso de incluir opositores cubanos em delegações estrangeiras, ou incluir uma ‘parte cubana’ (opositora) em negociações onde não têm sido convidados. O correto seria propor elementos de negociação à Europa y aos EUA de beneficio, tanto aos cubanos em geral, como para europeus e norte-americanos, com argumentos que sejam aceitáveis (e evidentes) para toda a comunidade internacional.

Os EUA pela sua parte têm no levantamento do embargo a carta de negociação que os europeus perderam renunciando à sua “posição comum”. Isso deve ser aproveitado de conjunto com a real e atual influencia que o exílio cubano possui dentro dos EUA sobre as decisões do executivo e o legislativo norte-americano, estruturando argumentos para que EUA não entregue sua mais importante carta de negociação --o embargo-- sem pedir ao castrismo uma apertura política em troca. Desta maneira, o executivo de EUA colocaria em crise a posição cubana de não abrir-se politicamente, na certeza que o mundo exterior vai ver a proposta com muitos bons olhos e aprovaria a lógica de que, em todas as negociações “há que dar para receber”. Adicionalmente, o pedido de apertura política estaria muito em fase com a cultura política latino-americana atual, já que ate em regimes como o “chavismo” venezuelano, o “evismo” boliviano y o “correismo” equatoriano, há eleições com vários partidos.

Não creio que os opositores cubanos devam pedir agora diálogo com os irmãos Castro; mas, já que as conversações vão-se produzir entre Cuba e seus aliados democráticos (EUA y a UE), acredito que os opositores devem pôr toda a sua força em convencer aos EUA y à UE (ambos democratas e livres) da necessidade de obrigar à ditadura cubana para atuar em função da cultura democrática mundial atual, para que permita uma apertura política dentro da ilha.

O povo cubano tem executado uma longa e constante luta pela suas liberdades democráticas neste mais de meio século. Nada mais lógico que agora as potencias que negociarão seus interesses com a ditadura, incluam nas suas negociações a necessidade do acesso dos cubanos ao seus diretos políticos cancelados sem razão nenhuma, sobre tudo, quando a ditadura se dispõe a negociar com “o inimigo”, deve verse obrigada dar liberdades ao seu povo.

Para a apertura política (pouca ou muita) que seja conseguida neste processo em mãos de aliados democráticos (se é que convencemos à UE y aos EUA --e se conseguimos a apertura política nas conversações--) toda a oposição cubana deve estar preparada para dar a batalha pacífica dentro da ilha no terreno cívico. A ditadura também se prepara para esta nova fase --que sabe inevitável da luta-- y já monta seus “partidos políticos opositores” amanhados.

O novo campo de ações que nasce de uma situação como a descrita, será gradual, porque não haverá uma derrota contundente e imediata do castrismo, mas, seguramente haverá oportunidades que o nosso povo vai aproveitar junto à oposição democrática, para superar este pesadelo de demasiados anos de opressão, repressão y divisão da Nação Cubana.

Artículos deste autor podem serem encontrados em http://www.cubalibredigital.com

Última actualización el Jueves, 14 de Agosto de 2014 12:42
 
A DISPUTA CUBA-EUA E O PROBLEMA CUBANO PDF Imprimir E-mail
Escrito por Indicado en la materia   
Viernes, 26 de Diciembre de 2014 16:14

Por Jorge Hernández Fonseca.-

Há uma confusão - generalizada entre observadores não cubanos - a respeito da especial situação que surgiu a partir da aproximação entre os EUA e Cuba. É a mistura que se faz entre o chamado "problema de Cuba" e o tradicional "conflito entre Estados Unidos e Cuba".

Ambos os casos estão relacionados logicamente, mas, são bem diferentes em natureza e essência. No entanto, neste artigo, vemos criticamente o fato de os EUA terem desperdiçado suas melhores armas de negociação, entregando-as à ditadura cubana sem pedir nada em troca.

"O problema de Cuba" é o nome genérico da situação especial que atravessa a ilha desde que Fidel Castro tomou o poder "pela força" (como ele gosta de dizer) quase 56 anos atrás. Este "problema" para os defensores da ditadura cubana --em geral pessoas de esquerda-- é "positivo e quase providencial", enquanto que para a maioria das pessoas da ilha --e para mais de 20% de a população cubana forçada a exilar-se ou a "emigrar", como a ditadura diz-- é uma situação deplorável que destruiu o país.

"A disputa entre Cuba e os EUA", por sua vez, é a ampla deterioração das relações entre os dois países desde que Fidel Castro tomou o poder em Cuba. Seu ponto de partida foi a filosofia anti-americana expressa por escrito pelo líder cubano. Isso ficou claro mesmo antes de ele chegar ao governo e levou à ruptura das relações diplomáticas, em parte pelo confisco, sem compensação, de bens e negócios de cidadãos norte-americanos na ilha (razão também do embargo) e em parte pelo apoio dos EUA à oposição cubana em suas tentativas de derrubar o governo por via beligerante durante a guerra civil nas duas primeiras décadas do governo comunista cubano.

Podemos dizer, então, que a "disputa entre Cuba e os EUA" é um dos resultados mais conhecidos do "problema cubano", mas não é a única, ou mesmo, a mais importante, embora seja a aresta internacionalmente mais conhecida. Sendo "o problema cubano" a causa real da "disputa Cuba-EUA" tem certa lógica se relacionar a solução da disputa entre os dois países com a solução do problema que lhe deu origem e que é a chave para as inferências erradas feitas sobre o objeto desta análise.

O "problema cubano" trouxe uma série de consequências fora do "litígio Cuba-EUA". O castrismo é, antes de mais nada, a implantação de uma ditadura totalitária contra a sociedade cubana da ilha; é a nacionalização forçada de todos os negócios em Cuba, sem olhar a sua nacionalidade. Na realidade, não apenas os americanos foram confiscados, tambem cubanos, espanhóis e, em geral, qualquer empregador no interior da ilha foi violentado economicamente. O "problema cubano" é, também, a interferência política e militar nos países latino-americanos aos quais Cuba enviou guerrilheiros para impor uma guerra de conquista (Brasil, Argentina, Bolivia (Che Guevara), Uruguay, Venezuela, Panama, Colombia (ate hoje), Peru, Chile, Salvador, Guatemala, Honduras, Nicaragua) , que visava submetê-los, a exemplo da lha, a um regime comunista.

Como se deduz do anterior, a questão que tem afetado os cubanos, aos americanos e todos os latino-americanos é o "problema de Cuba" e não a "disputa Cuba EUA". O "problema de Cuba" é a "grande mãe" de tantas conflitos que ainda afetam a América Latina em geral, e os EUA em particular. Como os EUA --com todos os aspectos de seu poder global-- haviam imposto sanções políticas e econômicas sobre a ditadura cubana (em reação ao confisco sem compensações adotado pelo regime de Fidel Castro) a população da ilha esperava que, quando EUA decidissem negociar com a ditadura as diferenças entre os dois países, fossem incluídos nas negociações elementos que favorecessem a solução do "problema de Cuba" na certeza de que, ao resolvê-lo, estaria beneficiando também seus próprios interesses, ao eliminar um foco de resentimentos negativos entre os EUA e a América Latina.

Certamente é uma prerrogativa de cada país (EUA respeito a Cuba) garantir seus interesses acima dos interesses estrangeiros. Não há dúvida quanto a isso. No entanto, para muitos, a continuação do "problema de Cuba", reforçada pelas grandes vantagens que, sem dúvida, obterá a ditadura como resultado das negociações entre Raul e Obama, redundará em desvantagem para os interesses dos EUA no seu próprio país e no resto da América Latina, onde a influência da ditadura de Fidel Castro é fortemente sentida.

É verdade que as negociações conduzidas pela equipe de Obama --segundo tem sido afirmad- - foi vista como forma de "entrar" na ilha, com o objetivo de influenciar e determinar de maneira próxima e determinante a mudança geracional que está prestes a ocorrer em Cuba. Também é verdade que um grande grupo de empreendedores cubanos e cubano-americanos têm defendido uma solução deste tipo na certeza de que sua influência será fundamental para os futuros líderes da ilha na transição que se desenhará a partir da morte dos Castro.

Não há dúvida de que a "mexida" que se promove dentro da ilha com esta mudança substancial nas relações Cuba-EUA reserva surpresas. Elas são próprias do retumbante fracasso do regime. Fracasso econômico, pois a sociedade socialista cubana não produz nada, sendo parasita por natureza. Fracasso político, pois impõe uma ditadura totalitária longa e cruel há mais de meio século. Fracasso social, pois mais de 20% da população cubana viu-se na necessidade de exilar-se e os que permanecem na ilha têm o exílio como objetivo principal e imediato. Fracasso moral, pois, na sociedade socialista cubana, vigora o princípio do "cada um por si", ante o qual tudo é possível.

Considero pertinente afirmar, agora, que eu conheço bem a posição atual do governo e da elite norte-americana. Ela está alinhada muito mais com a estabilidade dentro da ilha do que com a derrota do totalitarismo (evitando um êxodo "balseiro"). Reconheço, igualmente a dificuldade que teve a oposição política cubana, dentro e fora do país, de ser identificada aos olhos dos EUA e do resto do mundo, incluída a Europa e a América Latina, como uma opção confiável de poder, capaz de impedir a infiltração do tráfico de drogas na futura estrutura de governo da ilha. Essa é a mais provável razão pela qual os EUA reconheceram a ditadura e o forte controle que ela exerce em todo o território nacional e nas águas adjacentes, evitando surpresas de um futuro incerto.

No entanto, neste artigo, vemos criticamente o fato de os EUA terem desperdiçado suas melhores armas de negociação, entregando-as à ditadura cubana sem pedir nada em troca. Li textos defendendo essa abordagem como a melhor maneira de influenciar na sociedade cubana com o objetivo de hierarquizar a transição para uma sociedade democrática. Tal tarefa, desde meu ponto de vista pessoal, teria sido melhor executada se o levantamento das sanções entrasse na mesa de negociações "para" a democratização.

Creio que, da maneira como as coisas foram feitas, para tentar solucionar seu conflito com a ilha, os EUA pretendem preservar "parte" de seus interesses. Sim, a bem da verdade, apenas uma parte deles. Castro é um perigo político potencialmente superior ao narcotráfico, como ficou evidenciado pela infiltração do regime de Fidel Castro na Venezuela, no Equador, na Bolívia e na Nicarágua, seguindo-lhes muito de perto o Brasil, a Argentina, o Uruguai, o Chile e El Salvador. Além disso, gostaria de poder ler, a partir de defensores das atuais negociações Raul-Obama, uma seqüência fundamentada e lógica de ações que, derivando da entrega das cartas que os EUA propiciaram aos irmãos Castro, sem pedir nada em troca, nos levem, num tempo razoável, à democratização da ilha. Essa é a única maneira de resolver o "problema cubano" e as suas consequências para seu sofrido povo, bem como promover a estabilidade democrática na América Latina, em vez de resolver apenas o "conflito Cuba-EUA", como foi pretendido nesses acordos.

http://www.cubanet.org/author/jorge-hernandez-fonseca/

Traduzido do espanhol por Percival Puggina

Tomado de www.puggina.org


Última actualización el Jueves, 02 de Julio de 2015 12:26
 
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