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Artigos: Brasil
O problema nosso de cada dia PDF Imprimir E-mail
Escrito por Fuente indicada en la materia   
Sábado, 16 de Enero de 2010 13:20

Por YOANI SÁNCHEZ.

Saio metida em vários pulôveres e com um velhíssimo cachecol enrolado no pescoço. O percurso é curto, porém com a temperatura baixa cada passo que dou é um grande sacrifício. As pessoas caminham ao meu lado “disfarçadas” do mesmo modo e até consigo ver alguém que parece levar o cobertor sobre os ombros. Ainda que no pequeno trecho da minha casa à padaria ninguém exiba um bom agasalho, comprovo que a inventiva popular não se detem ante a queda dos termômetros. Sacudiram o pó dos antigos impermeáveis da época soviética, com seus botões enormes e as cores já desbotadas. Outros, os que nem sequer têm algo para se cobrir, simplesmente ficaram em casa.

Chego num lugar onde vendem pães fora do mercado racionado e uma bisnaga custa o salário de toda uma jornada de trabalho. Curiosamente, muitos dos que vi pelo caminho, com suas peculiares e improvisadas indumentárias, encaminham-se pela mesma direção que eu. A medida que chegamos perto comprovo que todos vão atrás do alimento escasso que nos mantêm em suspense há várias semanas. A poucos metros do lugar, um que se adiantou nos lança o grito de “Não há!”, verdadeiro balde de água gelada sobre nossas cabeças. Volto na hora e vou para casa. Amanhã será outro dia sem desjejum.

A chegada dos ventos do norte coincidiu não somente com a desaparição do pão, senão também com a escapada do leite. Como se o inverno houvesse afetado os fornos e congelado os úberes das vacas. Contudo na televisão anunciam uma superprodução de leite, a solitária xícara de café ou a insípida infusão o negam a cada manhã. São tempos de se levantar de súbito sem ohar a mesa, de dizer aos meninos que não perguntem e de deixar o trabalho de lado, o blog, os amigos, a vida, para dedicar-nos inteiramente a perseguir um pedaço de pão e um jarro de leite. Tempo de nos arrastarmos no pó das carências e das filas, pois para sair deste ciclo rasteiro e voar se necessita - mais do que asas - do combustivel do alimento.

Traduzido por Humberto Sisley de Souza Neto

Última actualización el Sábado, 16 de Enero de 2010 13:22
 
Três gerações PDF Imprimir E-mail
Escrito por Fuente indicada en la materia   
Jueves, 07 de Enero de 2010 10:27

Por YONAI SÁNCHEZ.

A nova caderneta de racionamento nos surpreendeu nos finais de dezembro, justamente quando aumentavam os rumores funebres em torno deste caderninho de páginas quadriculadas. Chegou, como em cada ano, rodeada de ansiedade e tédio, submergindo-nos nesse conflito de evitação-aproximação que o subvencionado gera. Percebo em suas pequenas folhas a ausência de muitos produtos que uma vez integraram a quota mensal, hoje reduzida apenas a um repertório monótono com valores nutritivos insuficientes e preços em ascensão.

Pela primeira vez em nossa casa estamos todos situados na mesma faixa etária, definida pelo Ministério do Comércio Interior. Meu filho aparece na grupo de 14 à 64 anos, junto ao Reinaldo e eu, por pelo menos tres gerações de cubanos temos visto os merceeiros apontarem o que podemos levar à boca. Imobilizados pela menosvalia material, milhões de compatriotas são dependentes dos preços subvencionados para sobreviverem. O racionamento é trampolim e queda certa, dependência que todos querem acabar, porém da qual ninguém pode sair.

Olho meu nome junto ao de Teo e me assusta que sua prole também só receba leite até os sete anos, atribuam-lhe um sabonete a cada dois meses ou uma pasta insípida para escovar os dentes. Estremeço ao imaginar que daqui a trinta anos, ainda se deva certificar - com atestado médico - a existência de uma úlcera para ter direito à umas onças de carne ou uma porção de yogurt de soja. Com suas quantidades mínimas e sua qualidade duvidosa, o mercado racionado nos inculcou também uma gratidão malsã e um complexo de culpa que não podemos deixar de herança aos que vierem. Se chegar outro dezembro e nos entregarem uma caderneta, não será porque teremos vencido a crise econômica, senão porque descemos mais um degrau na nossa economia cidadã.

Traduzido por Humberto Sisley de Souza Neto

Última actualización el Jueves, 07 de Enero de 2010 10:29
 
Os dez chineses PDF Imprimir E-mail
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Lunes, 04 de Enero de 2010 00:43
Por Miriam Leitão, O'Globo
A China estará no centro dos acontecimentos dos próximos dez anos. Isso é certo. Mas o que isso significa? Que a economia que mais cresce no mundo passará o Japão, mas não passará os Estados Unidos. Algumas das suas contradições ficarão mais agudas. Na cena política global, a China será a força que vai se contrapor aos Estados Unidos, numa nova bipolaridade.

Em 26 anos, entre 1978 e 2004, a China multiplicou por dez seu tamanho. O Império Britânico levou 70 anos — de 1830 a 1900 — para multiplicar o seu PIB por quatro. Quem registra a comparação é o historiador Niall Ferguson em artigo no "Financial Times". No começo da década passada a economia americana era oito vezes maior do que a chinesa e no fim da década é de apenas quatro vezes. Jim O’Neill do Goldman Sachs, que criou a ideia dos BRICs, acha que em 2027 a China passa os Estados Unidos.

Entretanto, o mistério chinês não é apenas uma questão de projeção estatística. O país tem dilemas agudos a enfrentar na década de 10. Será possível continuar crescendo sem mudar o sistema político ditatorial? Se for, o mundo será mais imprevisível e perigoso.

O economista Marcelo Nonnenberg, do Ipea, acha que nesta década a China vai intensificar a mudança geopolítica global. Desde o fim da Segunda Grande Guerra, os países que mais ganharam importância geopolítica estavam ligados aos Estados Unidos: o Japão e a Alemanha, não por coincidência, os derrotados da guerra.

— A ascensão da China é um caso inédito. É um país com interesses próprios na Ásia e conflitos com seus vizinhos. O crescimento da China vai incomodar cada vez mais os Estados Unidos, mas isso não significa que ela vai substituir os Estados Unidos. Falaram isso do Japão há 20 anos e a economia japonesa vem patinando — pondera Nonnenberg.

O especialista em comércio exterior Joseph Tutundjian acha que nos anos 10 a China vai superar o Japão, depois de ter superado a Alemanha em 2007 tornando-se a terceira maior economia do mundo.

— O Japão é um país sem horizontes porque é uma população com idade avançada, muita poupança e que conquistou o que queria da vida. Os chineses, por outro lado, são os capitalistas mais vorazes da atualidade. São jovens e querem ficar ricos o mais rapidamente possível — diz.

Esse enriquecimento tem sido concentrador de renda e baseado na espantosa falta de garantias trabalhistas mínimas. Tutundjian lembra que a primeira legislação trabalhista em três décadas, implantada em 2008, transformou acordos verbais entre empregadores e empregados em contratos formais e aumentou a proteção aos trabalhadores. Resultado: em menos de um ano 67 mil pequenos negócios desapareceram.

Parte da competitividade dos produtos chineses vem da falta de garantias individuais dos trabalhadores. Parte vem da manipulação cambial de um sistema de paridade informal entre o yuan e o dólar. Como o dólar se desvalorizou frente a todas as outras moedas no último ano, o yuan acompanhou os passos.

Essa política cambial é um fato perturbador no comércio internacional. O assunto tem incomodado cada vez mais os países e os especialistas, o que faz com que economistas como Paul Krugman, conhecido por defender o livre comércio, defendam barreiras contra produtos chineses.

Rodrigo Maciel, secretário executivo do Conselho Empresarial Brasil-China, diz que reformas trabalhistas e tributárias iniciadas a partir de 2000 vão se aprofundar nos próximos anos encarecendo a mão-de-obra chinesa e mudando a forma de produzir, com mais tecnologia e valor agregado.

No meio de tudo isso, lembra Maciel, o país passará por uma sucessão presidencial em 2013 quando termina o mandato de Hu Jintao. O sucessor seria Xi Jinping, atual vice-presidente que seria, segundo Maciel, menos conservador e que deve incentivar maior cuidado com questões ambientais.

Há certas leis das quais mesmo uma ditadura não consegue fugir. Uma população que se torna mais rica quer maior poder político. O crescimento econômico acelerado traz danos ambientais que se tornarão limites ao crescimento. A tecnologia torna mais difícil controlar o fluxo de informações. É neste ambiente de maiores tensões que a China vai realizar sua ascensão para segunda potência mundial nos anos 10.

Uma das consultorias mais respeitadas quando o assunto é China é a Dragonomics. Ela aposta num cenário em que a China cresce a 8% ao ano na década de 10. Menos do que o crescimento recente. Nonnenberg acha que o país terá que se voltar mais para o mercado interno. Tutundjian acha que o mundo não verá um Nobel de literatura ou uma tecnologia de ponta vindos da China na próxima década porque falta a ela uma educação de qualidade. Há uma dificuldade adicional em relação à China, lembrou, em artigo, Nouriel Roubini: suas estatísticas. De repente eles fazem uma revisão do PIB de anos anteriores totalmente inesperada que altera todas as contas. Em artigo recente, o professor Victor Shih, professor da Northwestern, diz que os empréstimos não recuperáveis podem ter chegado a 31% do PIB no ano passado, com os estímulos para sair da crise.

Opaco, autoritário, quantitativo: esse é o poder que avançará ainda mais nos anos 10. Niall Ferguson diz que pode estar acontecendo o começo do fim da ascendência ocidental, iniciada há 500 anos com o renascimento, a reforma protestante e depois o iluminismo. Pode ser, mas para isso a China precisará mais do que um multiplicador de PIB. Iluminismos nascem das luzes do pensamento livre.

 
A última lua de 2009 PDF Imprimir E-mail
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Lunes, 04 de Enero de 2010 00:36

Por YOANI SÁNCHEZ

Ontem corrí da periferia do Cerro até em casa com o intuito de assistir o por do sol para filma-lo e colocar no meu blog. O último círculo de fogo que se punha em 2009 acabou rodeado de nuvens e impossibilitado de ser registrado pela câmera. Meio frustrada olhei para o nordeste e uma lua espetacular alçava-se num lado da coluna de fumaça da refinaria Ñico López. Luz ao lado da sujeira, anel prateado próximo das chamas que geram a combustão do “escuro” petróleo.

Deixo, junto com este texto, umas imagens desse satélite natural que brilhou em sua plenitude sobre nós. Também joguei do meu balcão o tradicional balde de água a meia noite, num ato de limpeza anual para expulsar tudo o que nos impede de avançar como Nação. Hoje pela manhã, o primeiro sol de 2010 secou os charcos formados pelos jorros que caíram dos edifícios próximos. Como uma catarata plural e dispersa soavam esses chafarizes que saiam de cada casa. “Que se vá o mal, que se vá” pensamos - em uníssono - milhões de cubanos.

Traduzido por Humberto Sisley de Souza Neto

 
O presidente cederá ao revanchismo? PDF Imprimir E-mail
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Viernes, 08 de Enero de 2010 16:35

Por Luiz Eduardo Rocha Paiva.

A esquerda radical do governo tem como estratégia desgastar as Forças Armadas perante a Nação, não só por revanche pela derrota que lhe impuseram nos anos 70, mas também como uma forma de neutralizar instituições que resistirão ao seu propósito de tomada do poder. É apoiada por organismos e ONGs alienígenas cujas teses internacionalistas, se de cunho esquerdista, recebem a simpatia e submissão ideológica do governo. A imprensa é outro grande óbice, daí a estratégia esboçada nas propostas da 1ª Conferência Nacional de Comunicações para controlá-la e limitar-lhe a liberdade.

O presidente da República há algum tempo declarou esgotado o debate sobre a Lei da Anistia no Executivo e recentemente manifestou-se de forma veemente a favor da liberdade de imprensa. A esquerda radical governista, no entanto, implementa as duas estratégias mencionadas. Será que o presidente não sabe?

A revisão da Lei da Anistia, orquestrada no Ministério da Justiça e em sua Secretaria Especial de Direitos Humanos, é facciosa ao propor o julgamento apenas dos que lutaram em defesa do Estado, da lei e da ordem. A busca aos corpos de mortos na guerrilha do Araguaia não teve um nobre propósito humanitário, mas sim o objetivo velado de obter o apoio da sociedade para a revisão da lei. A operação foi aberta à participação dos setores interessados e pesquisou todos os locais solicitados. Concluída a busca infrutífera e mesmo sem indícios de apoio popular, o governo baixou um decreto criando a Comissão da Verdade e abrindo a possibilidade de revisão da lei, cláusula pétrea da estratégia de desgaste das Forças Armadas.

Ao reagirem ao acintoso decreto, o ministro da Defesa e os comandantes de Forças prezaram valores militares como senso de justiça e lealdade e o fizeram sem ferir a hierarquia e a disciplina. Chefes, em qualquer escalão, têm a obrigação moral e funcional de defender os subordinados de injustiças, assumindo os riscos decorrentes. O presidente da República não é um estadista, e sim um líder político de perfil comum. Assim, coloca objetivos partidários, manutenção do poder e propósitos eleitorais acima de valores tradicionais e interesses suprapartidários. O prometido reestudo do decreto seguirá essa linha de conduta e a revisão ou não da Lei da Anistia dependerá do lado que for mais forte, proativo e determinado.

O cenário que emanar dessa decisão será ameaçador para o regime democrático, se ela resultar no enfraquecimento das Forças Armadas. O futuro político almejado pela esquerda radical para o Brasil é bem claro, como se deduz do pensamento e da ação de seus ícones. Marighella: "A única maneira de resolver os problemas do povo é a conquista do poder pela violência das massas." Lamarca: "Deturpamos tudo para mostrar que a nossa linha é correta." Guevara: "Adoro o ódio eficaz que faz do homem uma violenta, seletiva e fria máquina de matar." Esses mentores de lutas fratricidas são enaltecidos no governo, enquanto dom Pedro II, Caxias e Rio Branco, artífices da harmonia e coesão nacional, são esquecidos.

Os componentes da esquerda revolucionária foram anistiados e muitos ocupam cargos importantes no governo, posando de defensores dos direitos humanos. Vários pertenceram a grupos armados responsáveis por diversas execuções, como a do capitão Chandler, do Exército dos EUA, assassinado com dezenas de tiros na presença da esposa e dos filhos; e a do tenente Mendes Júnior, da PM de São Paulo, prisioneiro de Lamarca, morto a coronhadas após ser condenado à morte por um ilícito tribunal revolucionário. Se o País mergulhasse numa guerra interna nos anos 70, quantos empresários, autoridades, políticos e militares, hoje em posições proeminentes, estariam exercendo seus cargos? Se caísse no regime totalitário, objetivo da esquerda radical, quantos estariam vivos? E os anistiados pelo regime militar, que ocupam cargos relevantes, escapariam aos expurgos e justiçamentos típicos do regime comunista? Se tudo isso não ocorreu, muito se deve aos que defenderam a continuação do processo de democratização contra os que tentavam implantar a ditadura do partido único. Se alguns infringiram a lei, foram anistiados, assim como os assassinos, sequestradores e terroristas, que não contestavam a anistia ampla, geral e irrestrita antes de chegarem ao poder.

Enquanto o Ministério da Justiça e a Secretaria Especial de Direitos Humanos se ocupam do passado, o Brasil é denunciado pela ONU, no presente, pelo desrespeito aos direitos humanos por agentes do Estado. Em duas décadas de democracia plena houve mais vítimas pela omissão ou violência do Estado, legítima ou não, e por criminosos do que no regime militar. Entre elas estão cidadãos honestos e suas famílias, massacrados por quadrilhas ante a inépcia do Estado; vítimas em episódios como os do Carandiru, de Eldorado de Carajás e das zonas urbanas periféricas; e seres humanos em presídios e centros de recuperação de menores onde são tratados como escória. Ao contrário de muitos envolvidos na luta armada, essas vítimas não são das classes favorecidas, não têm "sobrenome", não defendem a ideologia marxista e, assim, não contam com a solidariedade da hipócrita esquerda radical nem são indenizados pelas violações sofridas.

É inconcebível abandonar irmãos de armas ante a injustiça que correm o risco de sofrer, pois caberia a quem estivesse no lugar deles a missão que cumpriram nos anos 70. Por outro lado, é hipocrisia a condenação de governos nos quais tenham ocorrido excessos na reação à luta armada, por outros governos que financiam, apoiam e confraternizam com o MST, cujas ações resultam, impunemente, em ameaças, invasões, destruições e mortes; que idolatram regimes totalitários e lideranças ditatoriais criminosas como as de Cuba e do Irã; e ainda pagam indenizações milionárias a assassinos, sequestradores e terroristas anistiados e suas famílias, mas não às vítimas de seus crimes.

Luiz Eduardo Rocha Paiva, general da reserva, é professor emérito e ex-comandante
da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército

Última actualización el Viernes, 08 de Enero de 2010 16:36
 
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