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Artigos: Brasil
CINISMO: DO LADO DOS PERPETRADORES PDF Imprimir E-mail
Escrito por Fuente indicada en la materia   
Lunes, 01 de Marzo de 2010 01:25
Do ESTADÃO
São de um cinismo deslavado os comentários do presidente Lula sobre a morte do ativista cubano Orlando Zapata Tamayo, ocorrida horas antes de sua quarta visita à ilha desde que assumiu o governo. Tamayo, um pedreiro de 42 anos, foi um dos 75 dissidentes condenados em 2003 a até 28 anos de prisão. Inicialmente, a sua pena foi fixada em 3 anos. Depois, elevada a 25 anos e 6 meses por delitos como "desacato", "desordem pública" e "resistência". Embora não fosse um membro destacado do movimento de direitos humanos em Cuba, a Anistia Internacional o incluiu na sua lista de "prisioneiros de consciência" ? vítimas adotadas pela organização por terem sido detidas apenas por suas ideias. Em dezembro, Tamayo iniciou a greve de fome por melhores condições para os 200 presos políticos do regime, da qual morreria 85 dias depois.

Lula conseguiu superar o ditador Raúl Castro em matéria de cinismo e escárnio. Este disse que Tamayo "foi levado aos nossos melhores hospitais". Na realidade, só na semana passada, já semi-inconsciente, transferiram-no do presídio de segurança máxima de Camaguey para Havana. E só na segunda-feira foi hospitalizado. O desfecho foi tudo menos uma surpresa para os seus algozes. Dias antes, autoridades espanholas haviam manifestado a sua preocupação com a situação de Tamayo, numa reunião sobre direitos humanos com enviados de Cuba. Ele morreu porque o deixaram morrer. Poderiam, mas não quiseram, alimentá-lo por via endovenosa. "Foi um assassínio com roupagem judicial", resumiu Elizardo Sánchez, líder da ilegal, mas tolerada, Comissão Cubana de Direitos Humanos.

Já Lula como que culpou Tamayo por sua morte. Quando finalmente concordou em falar do assunto, sem disfarçar a irritação, o autointitulado condutor da "hiperdemocracia" brasileira e promulgador recente do Programa Nacional de Direitos Humanos, disse lamentar profundamente "que uma pessoa se deixe morrer por uma greve de fome", lembrando que se opunha a esse tipo de protesto a que já tinha recorrido (quando, ainda sindicalista, foi preso pelo regime militar). Nenhuma palavra, portanto, sobre o que levou o dissidente a essa atitude temerária: nada sobre o seu encarceramento por delito de opinião, nada sobre as condições a que são submetidos os opositores do regime, nada sobre o fato de ser Cuba o único país das Américas com presos políticos. Nenhum gesto de desaprovação à violência de uma tirania.

Pensando bem, por que haveria ele de turvar a sua fraternal amizade com os compañeros Fidel e Raúl, aborrecendo-os com esses detalhes? Ao seu lado, Raúl acabara de pedir aos jornalistas que "os deixassem tranquilos, desenvolvendo normalmente nossas atividades". Lula atendia ao pedido. Afinal, como observara o seu assessor internacional Marco Aurélio Garcia, "há problemas de direitos humanos no mundo inteiro". Mas Lula ainda chamou de mentirosos os 50 presos políticos que lhe escreveram no domingo para alertá-lo da gravidade do estado de saúde de Tamayo e para pedir que intercedesse pela libertação deles todos. Quem sabe imaginaram, ingenuamente ou em desespero de causa, que o brasileiro pudesse ser "a voz em defesa da proteção da vida aos cubanos", como diria o religioso Dagoberto Valdés, um dos poucos opositores da ditadura ainda em liberdade na ilha.

Lula negou ter recebido a correspondência. "As pessoas precisam parar com o hábito de fazer cartas, guardarem para si e depois dizerem que mandaram para os outros", reclamou. E, com um toque de requinte no próprio cinismo, concluiu: "Se essas pessoas tivessem falado comigo antes, eu teria pedido para ele parar a greve e quem sabe teria evitado que ele morresse." À parte a falta de solidariedade humana elementar que as suas palavras escancararam ? ele disse que pode ser acusado de tudo, menos disso ?, a coincidência da visita de Lula com a tragédia de Tamayo o deixou exposto aos olhos do mundo ? e não exatamente da forma que tanto o envaidece.

A morte de um "prisioneiro de consciência", a afirmação de sua mãe de que ele foi torturado e o surto repressivo que se seguiu ? com a detenção de dezenas de cubanos para impedir que comparecessem ao enterro do dissidente no seu vilarejo natal ? transformam um episódio já de si sórdido em um escândalo internacional. Dele, Lula participa pela confraternização com os perpetradores de um crime continuado que já dura 51 anos.

Última actualización el Lunes, 01 de Marzo de 2010 01:27
 
Vontade de gritar PDF Imprimir E-mail
Escrito por Fuente indicada en la materia   
Domingo, 28 de Febrero de 2010 16:06

Por YONAI SÁNCHEZ

A vida nunca volta à normalidade. Não retorna a este momento antes da tragédia que agora – ilusoriamente – evocamos como um período de calma. Abro a agenda, tento renovar minha vida, o blog, as mensagens no Twitter… Porém nada consigo. Estes últimos dias foram muito intensos. Só tenho cabeça para rememorar o rosto, nas penumbras, de Reina Tamayo ante o necrotério, onde preparou e vestiu seu filho para a mais longa viagem. Depois se acumulam as imagens da quarta-feira: detenções, golpes, violência, um calabouço fedendo a urina que era próxima de outro onde Eugenio Leal e Ricardo Santiago exigiam seus direitos. O resto do tempo tem sido caminhar como uma boneca, olhar sem ver, teclar com fúria.

Desse modo não há quem escreva uma linha coerente e moderada. Tenho tanta vontade de gritar, porém fiquei rouca em 24 de fevereiro.

Traduzido por Humberto Sisley de Souza Neto

Última actualización el Domingo, 28 de Febrero de 2010 16:07
 
ATRAÇÃO FATAL PDF Imprimir E-mail
Escrito por Fuente indicada en la materia   
Lunes, 01 de Marzo de 2010 01:17

Por MARY ZAIDAN

A indignação que atos de repressão, cerceamento de liberdades, prisões arbitrárias e assassinatos por discordância a regimes autoritários provoca à maioria dos mortais parece pouco incomodar o governo do presidente Lula.

O vexame de Cuba nesta semana foi só mais um exemplo.

A postura de Lula, impassível e mudo, submisso aos absurdos de Raúl Castro quando este acusava os Estados Unidos pela morte de Orlando Zapata Tamayo – mais uma entre as centenas de vítimas do regime cubano -, e as declarações levianas do assessor para assuntos internacionais Marco Aurélio Garcia – “Há problemas de direitos humanos no mundo inteiro” – traduzem tudo.

É o retrato do desatino da partidarização da política externa do Brasil, para arrepio de José Maria da Silva Paranhos Junior, o Barão do Rio Branco, formulador e patrono da até então tão consistente e respeitada diplomacia brasileira.

Antes de deixar a ilha, Lula até tentou dourar a pílula. Correu longe dos jornalistas de sua pátria e escolheu uma agência internacional de notícias (France Press) para lamentar a morte de Tamayo “por greve de fome”.

E tergiversou quanto à responsabilidade do regime cubano, limitando-se a declarar que é um defensor dos direitos humanos.

Mas qual o quê.

O Itamaraty de Lula parece ter uma opção preferencial por todo o tipo de ditaduras.

Defende como democráticos regimes travestidos como a Venezuela, que prende e arrebenta, fecha emissoras de rádio e TV, expatria e mantém na cadeia, segundo a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, pelo menos 40 presos políticos.

Simplesmente porque ousaram criticar o governo “revolucionário” de Hugo Chávez.

Namora e afaga Irã, Sri Lanka, Coréia do Norte, Mianmar (ex-Birmânia) - um regime militar que se arrasta há 20 anos, condenado pela ONU por manter mais de dois mil presos de etnias minoritárias. A junta militar de Mianmar promete eleições para este ano e acena com a abertura de suas prisões.

Mas até agora pouco fez. Tem libertado presos a conta-gotas, não marcou data para o pleito e criou regras que impedem a participação ampla nas eleições.

Ainda assim, Lula já aprovou e vai instalar lá uma embaixada brasileira, o que também deve acontecer na Coréia do Norte.

Mesmo com todas as provas de fraudes nas eleições do Irã, apressou-se em legitimar o governo de Mahmoud Ahmadinejad, recebido em solo brasileiro como chefe de Estado e, portanto, merecedor de visita de retribuição.

“Gesto de confiança” que, inexplicavelmente, não se tem com Honduras. O novo presidente hondurenho, Porfírio Lobo, eleito por sufrágio universal, só não foi reconhecido pelo eixo “bolivariano” liderado por Chávez (Bolívia, Equador, Nicarágua, Cuba), pelo México e pelo Brasil.

Neste caso, talvez o Governo Lula só esteja dando tempo ao tempo para apagar a vergonha de ter sido constrangido por Chávez, permitindo que a embaixada brasileira de Tegucigalpa virasse residência e comitê político de resistência para Manoel Zelaya.

A boa vontade com regimes execráveis ultrapassa todos os limites, até o de se eximir sobre a condenação do sanguinário Sudão na Comissão de Direitos Humanos da ONU. Uma omissão que corrobora com o genocídio de mais de 300 mil pessoas.

Pior ainda são os argumentos para justificar o injustificável. Com destreza impressionante, o governo Lula maltrata a inteligência dos brasileiros e tenta sempre inverter a lógica em seu favor.

Assim como transformou corrupção – caixa 2 de campanha, aliciamento e compra de votos - em prática cotidiana, com um simples “todo mundo faz”, não vê problema algum na violação de direitos humanos, já que isso acontece “no mundo inteiro”.

Diante desse cenário, o patético espetáculo de tietagem explícita, em que o presidente e seu ministro de Comunicação Franklin Martins se comportam como ginasianos nas fotografias ao lado do ditador Fidel, é só mais um episódio da atração fatal que o governo Lula tem por regimes que prendem e matam gente que deles discorda.

 

Mary Zaidan é jornalista. Trabalhou nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, em Brasília. Foi assessora de imprensa do governador Mario Covas em duas campanhas e ao longo de todo o seu período no Palácio dos Bandeirantes. Há cinco anos coordena o atendimento da área pública da agência 'Lu Fernandes Comunicação e Imprensa'.

Última actualización el Lunes, 01 de Marzo de 2010 01:19
 
Testemunho da mãe de Orlando Zapata Tamayo PDF Imprimir E-mail
Escrito por Fuente indicada en la materia   
Domingo, 28 de Febrero de 2010 16:03

Por YOANI SÁNCHEZ

Esta tarde (23/2), horas depois da morte de Orlando Zapata Tamayo, Reinaldo e eu pudemos aproximar-nos do departamento de Medicina Legal na rua Boyeros.

Última actualización el Domingo, 28 de Febrero de 2010 16:08
 
Fome de Liberdade PDF Imprimir E-mail
Escrito por Fuente indicada en la materia   
Lunes, 01 de Marzo de 2010 01:12

Por LUIS LEITÃO

Enquanto o presidente e seu séquito Lula se congratulavam com o comandante Fidel Castro, morria, após 85 dias de greve de fome, o preso político Orlando Zapata Tamayo.

Lula, que ficou detido no DOPS em São Paulo, em 1980, durante meros 29 dias, e fez uma encenação que chamou de "greve de fome", por uma ironia do destino, visitava Cuba exatamente no dia que o preso político Orlando Zapata Tamayo morria de...fome. O homem do fracassado Fome Zero dava as costas ao herói que atribuiu mais valor à liberdade que à vida.

Não deve ser mole morrer de fome. Um tiro impressiona, mas é rápido, misericordioso, até. Mas a fome voluntária de Orlando transcende nossa vã imaginação do que é sofrimento, expõe a pequenez do poderoso, desarma o mais cruel algoz.

Um bilhão de pessoas corre esse risco diariamente, um sexto da humanidade, por falta de opção e oportunidades, mas principalmente pela indiferença geral escondida nas vãs promessas de ajuda financeira descumpridas ano sim, outro também, que não é maior nem menor que a de Lula, nem mais ou menos hipócrita.

Greves de fome, em geral, não passam de chantagens - quantas vezes o leitor soube de alguém que morreu em decorrência de greve de fome? -, maneiras de chamar atenção; têm até um quê de ridículo, como aquela do ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, que chegou a fazer-lhe algum bem ao tornar sua silhueta mais esbelta, ainda que fugazmente.

Esse jejum radical do cubano Orlando Tamoyo foi um suicídio, de certo ponto de vista, mas seu martírio deve ter sido movido por aquele sentimento do "alguém tem que fazer", e ele fez, chamou a atenção para a escandalosamente óbvia torpeza do regime dos Castro. Não revelou nada inédito, à exceção de sua coragem, num forte contraste com a covardia do governo liberticida, sempre festejado por nossa trôpega diplomacia.

A frieza de Lula, a estupidez de Marco Aurélio Garcia, mera repetição do episódio da tragédia de Congonhas - "Há problemas de direitos humanos no mundo inteiro" -, não mais causam espécie. Apenas envergonham o povo brasileiro.

Enfim, Orlando Tamayo morreu de fome; fome de liberdade.

Última actualización el Lunes, 01 de Marzo de 2010 01:15
 
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