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Bolsonaro baixa a bola, Ibovespa vira e dispara 1,7%, dólar mergulha 2% PDF Imprimir E-mail
Escrito por Indicado en la materia   
Viernes, 10 de Septiembre de 2021 12:26

O climão alimentado pelo presidente da República até algumas horas atrás perigava acelerar a rotação da espiral negativa da economia nacional. Talvez, enfim, Jair Bolsonaro tenha se dado conta disso. Minutos antes de terminar o pregão no Brasil, publicou uma carta com ares de marcar a história.

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Depois de trocar de mão algumas vezes, o principal índice da bolsa parecia fadado a cair outra vez, depois do mergulho de 4% da véspera. Faltando minutos para encerrar o dia, no embalo da volta atrás de Bolsonaro, entrou em disparada e fechou em alta de 1,72%. Reduziu perdas na semana para 0,77%.

 

 

As principais portas de acesso à bolsa brasileira, de novo, passaram quase o dia todo sob forte pressão de queda. Amainadas ou mesmo revertidas com a "Declaração à Nação" assinada pelo presidente.

 

  • Os 9% ocupados pelas ações da Petrobras no índice foram o caso mais emblemático. Caíam mais de 2% e viraram o jogo. Papéis ordinários (ON, com direito a voto em assembleias) da estatal fecharam em alta de 0,93%; preferências (ON, com preferência por dividendos), de 2,12%. Os 14% ocupados na carteira teórica pela Vale diminuíram o tombo para uma escorregadinha de 0,36%. Já dos 17% de fatia do índice garfados pelos bancões, a ação do Banco do Brasil teve a maior reação, com alta de 1,76% quando soou o gongo.

Das 91 ações do índice, 86 subiram. Nesta sessão de pêndulo oscilando bastante entre as forças compradora e de venda, a carteira teórica mais famosa do Brasil girou o total de R$ 30 bilhões.

Nos dias anteriores às manifestações golpistas que convocou sua claque a participar, mais de uma vez Bolsonaro ofendeu publicamente ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Seja Alexandre de Moraes, que o investiga no inquérito das "fake news". Seja Luis Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, defender do voto eletrônico acusado pelo presidente de seu objeto de fraudes - mesmo que com esse método tenha sido eleito mais de uma vez, enfim.

Mas eis que, em documento divulgado pelo Planalto, o presidente diz que nunca teve "intenção de agredir quaisquer dos Poderes". Sobre o crime de responsabilidade cometido ao ameaçar descumprir decisões judiciais, Bolsonaro também refugou. Agora, afirma que a harmonia entre os Poderes é "determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar".

Já sobre as ameaças feitas diretamente a Moraes, veio uma espécie de mea-culpa. Ficou escrito no documento que "na vida pública as pessoas que exercem o poder, não têm o direito de “esticar a corda”, a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia". E que, por isso, o presidente entendia por bem declarar que suas "palavras, por vezes contundentes, decorreram do calor do momento".

Bolsonaro chegou ao ponto de elogiar as "qualidades como jurista e professor" de Moraes. Um presidente da República bem diferente do que aplaudido pela plateia no 7 de setembro.

Agora, não mais Bolsonaro entende que deve descumprir determinações do ministro. E faz parecer estar ao lado do caminho óbvio de uma democracia. Regime do qual existem recurso legais para contestar qualquer decisão da qual se discorde. "Sendo assim", registrou a carta de Bolsonaro, "essas questões devem ser resolvidas por medidas judiciais que serão tomadas de forma a assegurar a observância dos direitos e garantias fundamentais previsto no Art 5º da Constituição Federal."

Do mais, ficou ali escrito todo tipo de protocola que se espera de um presidente da República, postura que Bolsonaro não vem adotando. Coisas como "respeito pelas instituições", juras de que sempre esteve "disposto a manter diálogo", embora os fatos o contradigam, e loas ao "apoio do povo brasileiro".

No papel cabe tudo, e o tempo dirá o quanto se deve confiar nessas palavras. Mas, ao menos neste pregão, parte da sombra do autoritarismo foi rapidamente clareada no mercado.

E é bom que siga assim. Porque o climão golpista alimentada até horas atrás pelo presidente vinha ameaçando de maneira bem prática minar ainda mais o fôlego da economia nacional.

"O Brasil sempre ofereceu riscos políticos, mas nem por isso quando eles sobem outra vez deixam de trazer sua fatura econômica", diz Tatiana Pinheiro, economista-chefe da Panamby Capital. "Aumentos de preços, muitas vezes, não vão embora com a rapidez com que chegaram. Da mesma maneira, quando acontece um desgaste nas instituições, elas demoram a ser reconstruídas."

É aquele ditado, que vale para a vida. Confiança é fácil de perder, difícil de reconquistar.

"E a antecipação das eleições joga contra a reconstrução da confiança nas instituições e na economia. Andava mais pessimista que a média do mercado, que apontava que as eleições iam começar para valer só em 2022. Já eu apostava que fossem começar a partir de agora, mas errei, foram antecipadas em julho [época da defesa ferrenha de Bolsonaro pela volta do voto impresso]. E agora que a campanha eleitoral foi lançada é igual catraca, foi e não volta mais", analisa Pinheiro.

"E quem investe em campanha eleitoral? Não se faz nada em termos de investimento produtivo sem saber quem vai ganhar a disputa, quem vai ser o ministro escolhido, qual será a agenda econômica... Se estivéssemos falando de uma economia avançada, de uma democracia madura, mas não é o caso. O Brasil é um pais emergente que passa por questionamentos até quando tudo caminha bem."

Neste momento, convenhamos, não andam bem.

Caminhoneiros, os mesmos que em 2018 cruzaram os braços por 11 dias e frustraram mais de 1 ponto do crescimento do PIB, tornam a atravancar o progresso. Em ao menos 15 estados, foram registrados focos de greve e bloqueios em apoio a Bolsonaro e "contra o STF". E, após reunião com o presidente, a turma da boleia prometeu seguir fazendo balbúrdia até ser recebida pelo Senado.

O caso lembra outra demonstração de submissão do presidente à categoria. Faz apenas sete meses, o que fez Bolsonaro? Nada mais, nada menos que demitiu o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco. Por quê? Caminhoneiros chiavam contra a alta dos preços do diesel.

Que seguem subindo, por sinal, mesmo com o general convocada pelo presidente na direção da estatal. Só em agosto, até 30%. No esteio dos preços do dólar em alta sob efeito dos riscos alimentados pelo governo. Que fazem do real, na comparação com uma cesta de moedas de países emergentes, a mais desvalorizada ante a moeda americana. Com folga de quase R$ 1, nos cálculos da Ativa Investimentos. Margem que representa, justamente, a contribuição dos riscos nacionais dos quais Chile, México, Rússia, Colômbia e África do Sul não disfrutam.

Ao menos com a carta de Bolsonaro, a queda moderada do dólar após a alta de 3% da véspera virou mergulho. No mercado à vista, a moeda americana fechou o dia 1,96% mais barata, a R$ 5,2233. A alta em três pregões na semana está acumulada em 0,77%.

"Parte importante da aceleração da inflação vem da pressão cambial que não desaparece", explica Pinheiro. "Os riscos fiscais aumentados desde o ano passado fizeram com que o real permanecesse depreciado. E, agora, os riscos institucionais mantêm a moeda desvalorizada e isso implica pressão inflacionária."

Pois é. E eis que o IPCA para agosto, conhecido pela manhã, acusou a maior variação para o mês em 21 anos. E tem mais. Ficou acima não só da média das expectativas do mercado, de 0,70%. Superou até mesmo o teto das apostas, cravado em 0,87%, a registrar inflação mensal de 0,96%. Qual foi o grande vilão do mês? O preço dos combustíveis! Mas os caminhoneiros protestam contra o STF. Vai entender...

O que nos leva de volta à dinâmica perversa do câmbio. E à perspectiva de turbulência política alimentando a alta do dólar no Brasil até, pelo menos, antes de 2023 começar. Tem chão, né?

  1. No presente, esse panorama afeta o preço da comida comprada pelos brasileiros. Mais barata em dólares, boa parte da produção agropecuária é exportada; e, portanto, a oferta interna fica mais restrita e mais cara.
  2. Já tendo o futuro nebuloso em mente, preços são adicionalmente puxados para cima, antevendo inflação futura numa espécie de previsão autorrealizável, que aquece preços hoje mesmo.

como se combate isso?

Da parte do governo, fornecendo credibilidade fiscal e institucional. E não minando, como faz o presidente Bolsonaro ao prometer extrapolar gastos em ano de eleição e ameaçando "enquadrar" o Judiciário, o que agora desmente. Já da parte do Banco Central (BC), só existe uma ferramenta. Subir a Selic.

Conforme gritado nesta quinta pela curva de juros futuros, tudo leva a crer que a taxa de referência terá de avançar bem mais na tentativa de conter a inflação do que já têm sido prometido.

Se o chefe do Executivo não fizer por onde derrubar a sensação de risco para mais perto dos juros, os juros terão de subir para mais perto do risco em alta. Do contrário, eles perdem a corrida. Deixando de frear a saída de dólares do Brasil e, por conseguinte, a inflação.

  • Quão mais curto o prazo, mais as taxas de contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) refletem expectativas em relação à Selic. Para 2023, subiram de um dia ao outro de 8,80% a 9,05%.
  • Já quão mais longo for o prazo do contrato, mais as taxas DI espelham a sensação de risco fiscal. Em português claro, mais prêmio é exigido para se apostar contra um calote na dívida pública. Para 2031, revertendo alta sob efeito da carta de Bolsonaro, cediam de 10,98% a 10,89%.
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Última actualización el Miércoles, 15 de Septiembre de 2021 15:36
 

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