La esposa de Che Guevara en la época, Aleida March, justifica la carnicería que hizo Guevara en la C

La exesposa de Ernesto Che Guevara, Aleida March de la Torre, calificó como ...

Bolsonaro dice sí a flexibilizar el uso de armas en Brasil

El presidente ultraderechista de Brasil, Jair Bolsonaro, está cumpliendo una de su ...

Asamblea Nacional declara a Maduro 'usurpador' de la presidencia

El Parlamento de Venezuela, controlado por la oposición, aprobó este martes por ...

El Parlamento británico rechaza el acuerdo del ‘Brexit’ de May

El Parlamento del Reino Unido votó hoy en contra del acuerdo sobre ...

Vice de Trump exalta líder da oposição venezuelana e declara apoio dos EUA

O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, conduziu um telefonema com o líder ...

De onde surgiu o Bolsonaro? PDF Imprimir E-mail
Escrito por Indicado en la materia   
Viernes, 12 de Octubre de 2018 02:03

Resultado de imagem para bolsonaro

Por Gustavo Bertoche.- 

Desculpem os amigos, mas não é de um "machismo", de uma "homofobia" ou de um "racismo" do brasileiro. A imensa maioria dos eleitores do candidato do PSL não é machista, racista, homofóbica nem defende a tortura. A maioria deles nem mesmo é bolsonarista.


Gustavo Bertoche

De onde surgiu o Bolsonaro?

Desculpem os amigos, mas não é de um "machismo", de uma "homofobia" ou de um "racismo" do brasileiro. A imensa maioria dos eleitores do candidato do PSL não é machista, racista, homofóbica nem defende a tortura. A maioria deles nem mesmo é bolsonarista.

O Bolsonaro surgiu daqui mesmo, do campo das esquerdas. Surgiu da nossa incapacidade de fazer a necessária autocrítica. Surgiu da recusa em conversar com o outro lado. Surgiu da insistência na ação estratégica em detrimento da ação comunicativa, o que nos levou a demonizar, sem tentar compreender, os que pensam e sentem de modo diferente.

É, inclusive, o que estamos fazendo agora. O meu Facebook e o meu WhatsApp estão cheios de ataques aos "fascistas", àqueles que têm "mãos cheias de sangue", que são "machistas", "homofóbicos", "racistas". Só que o eleitor médio do Bolsonaro não é nada disso nem se identifica com essas pechas. As mulheres votaram mais no Bolsonaro do que no Haddad. Os negros votaram mais no Bolsonaro do que no Haddad. Uma quantidade enorme de gays votou no Bolsonaro.

Amigos, estamos errando o alvo. O problema não é o eleitor do Bolsonaro. Somos nós, do grande campo das esquerdas.

O eleitor não votou no Bolsonaro PORQUE ele disse coisas detestáveis. Ele votou no Bolsonaro APESAR disso.

O voto no Bolsonaro, não nos iludamos, não foi o voto na direita: foi o voto anti-esquerda, foi o voto anti-sistema, foi o voto anti-corrupção. Na cabeça de muita gente (aqui e nos EUA, nas últimas eleições), o sistema, a corrupção e a esquerda estão ligados. O voto deles aqui foi o mesmo voto que elegeu o Trump lá. E os pecados da esquerda de lá são os pecados da esquerda daqui.

O Bolsonaro teve os votos que teve porque nós evitamos, a todo custo, olhar para os nossos erros e mudar a forma de fazer política. Ficamos presos a nomes intocáveis, mesmo quando demonstraram sua falibilidade. Adotamos o método mais podre de conquistar maioria no congresso e nas assembleias legislativas, por termos preferido o poder à virtude. Corrompemos a mídia com anúncios de empresas estatais até o ponto em que elas passaram a depender do Estado. E expulsamos, ou levamos ao ostracismo, todas as vozes críticas dentro da esquerda.

O que fizemos com o Cristóvão Buarque? 
O que fizemos com o Gabeira?
O que fizemos com a Marina?
O que fizemos com o Hélio Bicudo?
O que fizemos com tantos outros menores do que eles?

Os que não concordavam com a nossa vaca sagrada, os que criticavam os métodos das cúpulas partidárias, foram calados ou tiveram que abandonar a esquerda para continuar tendo voz.

Enquanto isso, enganávamo-nos com os sucessos eleitorais, e nos tornamos um movimento da elite política. Perdemos a capacidade de nos comunicar com o povo, com as classes médias, com o cidadão que trabalha 10h por dia, e passamos a nos iludir com a crença na ideia de que toda mobilização popular deve ser estruturada de cima para baixo.

A própria decisão de lançar o Lula e o Haddad como candidatos mostra que não aprendemos nada com nossos erros - ou, o que é pior, que nem percebemos que estamos errando, e colocamos a culpa nos outros. Onde estão as convenções partidárias lindas dos anos 80? Onde estão as correntes e tendências lançando contra-pré-candidatos? Onde estão os debates internos? Quando foi que o partido passou a ter um dono?

Em suma: as esquerdas envelheceram, enriqueceram e se esqueceram de suas origens.

O que nos restou foi a criação de slogans que repetimos e repetimos até que passamos a acreditar neles. Só que esses slogans não pegam no povo, porque não correspondem ao que o povo vivencia. Não adianta chamar o eleitor do Bolsonaro de racista, quando esse eleitor é negro e decidiu que não vota nunca mais no PT. Não adianta falar que mulher não vota no Bolsonaro para a mulher que decidiu não votar no PT de jeito nenhum.

Não, amigos, o Brasil não tem 47% de machistas, homofóbicos e racistas. Nós chamarmos os eleitores do Bolsonaro disso tudo não vai resolver nada, porque o xingamento não vai pegar. O eleitor médio do cara não é nada disso. Ele só não quer mais que o país seja governado por um partido que tem um dono.

E não, não está havendo uma disputa entre barbárie e civilização. O bárbaro não disputa eleições. (Ah, o Hitler disputou etc. Você já leu o Mein Kampf? Eu já. Está tudo lá, já em 1925. Desculpe, amigo, mas piadas e frases imbecis NÃO SÃO o Mein Kampf. Onde está a sua capacidade hermenêutica?).

Está havendo uma onda Bolsonaro, mas poderia ser uma onda de qualquer outro candidato anti-PT. Eu suspeito que o Bolsonaro só surfa nessa onda sozinho porque é o mais antipetista de todos.

E a culpa dessa onda ter surgido é nossa, exclusivamente nossa. Não somente é nossa, como continuará sendo até que consigamos fazer uma verdadeira autocrítica e trazer de volta para nosso campo (e para os nossos partidos) uma prática verdadeiramente democrática, que é algo que perdemos há mais de vinte anos. Falamos tanto na defesa da democracia, mas não praticamos a democracia em nossa própria casa. Será que nós esquecemos o seu significado e transformamos também a democracia em um mero slogan político, em que o que é nosso é automaticamente democrático e o que é do outro é automaticamente fascista?

É hora de utilizar menos as vísceras e mais o cérebro, amigos. E slogans falam à bile, não à razão.

Última actualización el Domingo, 21 de Octubre de 2018 01:00
 

Add comment


Security code
Refresh

El castrismo y el sentido de la historia

Indicado en la materia

Por MIGUEL SALES.-  En los últimos meses, las autoridades castristas coquetearon con la idea de cambiar algunos elementos de la estructura jurídica del sistema. En el anteproyecto de Constitución que preparan ahora, ...

La dictadura ya es sexagenaria

Indicado en la materia

Por ROBERTO ÁLVAREZ QUIÑONES.-  Mamá cumple 100 años es el título de una película del cineasta español Carlos Saura que tuvo gran éxito en Cuba. La abuela va cumplir 100 años y ...

Nosotros los ‘malnacidos’

Indicado en la materia

Por YOANI SÁNCHEZ.- Miguel Díaz-Canel está pagando la novatada en Twitter. Llegó tan tarde a esa red social, usada hace más de una década por los activistas cubanos, que está tropezando ah...

La economía cubana 60 años después

Indicado en la materia

Por JORGE A. SANGUINETTY.-  A seis décadas del advenimiento de un movimiento revolucionario que prometió desarrollar la economía y mejorar las condiciones de vida en el país, cabe preguntarse si la economía cu...

Los dos príncipes: Jair Bolsonaro y Lópe

Indicado en la materia

  Por Jorge Hernández Fonseca.-  Al final de período de cuatro años podremos comparar el estado socio económico de México y Brasil para hacer un juicio de valor respecto a los gobiernos ...

La victoria de Bolsonaro en Brasil es mu

Indicado en la materia

  Por Jorge Hernández Fonseca.-  Bolsonaro ha derrotado en Brasil no sólo a la nefasta política cleptómana del mayor partido marxista de América Latina, sino también, y sobre todo, al marxismo 2.0 ...

Médicos cubanos en Brasil: Esclavos de B

Indicado en la materia

Por Jorge Hernández Fonseca.- Cuando la prensa brasileña habla de “médicos cubanos contratados en régimen de esclavitud” no están hablando de “propaganda anti-cubana”, como lo caracteriza el castrismo internacional, ni siquiera de...