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A Venezuela cinco anos depois da morte de “El Comandante” PDF Imprimir E-mail
Escrito por Indicado en la materia   
Martes, 13 de Marzo de 2018 19:57

Pela Constituição da Venezuela, as eleições presidenciais deveriam ser realizadas em dezembro. O último mês do ano, porém, era uma data longínqua demais para o presidente Nicolás Maduro e seu projeto de dar uma inverossímil fachada democrática à Venezuela — o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a inflação chegará a 13.000% e o pib venezuelano despencará 15% neste ano.

Apesar da crise, a maioria dos venezuelanos guarda memória positiva de Chávez. Na foto de 2006, o ex-presidente visita a cidade natal (Foto: Martin Bernetti/Afp)

Neste cenário em que as turbulências sociais no país, com desabastecimento e fome, podem atingir proporções cataclísmicas, Maduro e seus aliados bolivarianos acharam prudente antecipar as eleições — primeiro para o dia 22 abril; depois, para o dia 20 de maio.

 

Com o calendário eleitoral adiantado em sete meses, Maduro deu início oficial à campanha pela reeleição — a largada coincidiu com as comemorações dos cinco anos do anúncio da morte do presidente Hugo Chávez, no dia 5 de março de 2013. Mais uma vez, Chávez será o principal cabo eleitoral de Maduro, que, ao longo desta meia década, usou a figura do defunto fundador do bolivarianismo para tentar se legitimar no poder. Segundo uma pesquisa da consultoria Datanalisis, enquanto até 60% dos venezuelanos aprovam a gestão de Chávez, a aprovação de Maduro oscila entre 20% e 25%. Simultaneamente, 91% dos entrevistados consideram que a situação atual do país é “ruim” ou “muito ruim”. “Chávez é uma espécie de James Dean ou Marilyn Monroe, pois nas fotos continua com a imagem jovem, bonita, espetacular e de sucesso”, disse Luis Vicente León, presidente da Datanalisis. A memória positiva de Chávez se deve ao fato de que a maioria da população continua a associá-lo aos tempos de “bonança”, em que o barril de petróleo venezuelano custava US$ 103 (e não os US$ 46 atuais).

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O acaso fez também com que a morte de Chávez, por câncer, ocorresse antes de as intervenções arbitrárias e incompetentes de seu governo na economia mostrarem resultados. Em 2012, logo antes de sua morte, o pib venezuelano cresceu 5,6%. No ano passado, a queda foi de 14%. Em 2012 a inflação foi de 20,1%, um patamar elevado, mas amplamente superado pela marca registrada no ano passado, de 2.616%. A cotação do dólar no paralelo, que estava em 28,37 bolívares naquela época, atualmente é de 216.238 bolívares. As reservas do Banco Central não eram grande coisa nos tempos de Chávez: US$ 26,14 bilhões. Mas encolheram com Maduro para US$ 9,6 bilhões. “Quando Chávez estava vivo, o alto preço do petróleo permitia ocultar a magnitude do desastre econômico e social que estava em gestação”, disse o analista político José Rafael López Padrino. Para o cientista político Piero Trepiccione, da Fundação Gumilla, centro de pesquisas sociais venezuelanas, com Chávez vivo a situação de caos da Venezuela seria igual à da gestão Maduro. “Mas Chávez morreu e não assumiu a responsabilidade da crise. Por isso as pessoas não o consideram culpado.”

Chávez ainda é associado pela
maioria dos venezuelanos
aos tempos de bonança do petróleo com preço alto. Morreu antes
da catástrofe econômica gestada
por seu governo

Apesar da baixa popularidade de Maduro e do desastre econômico e social vivido pela Venezuela, o cenário eleitoral desponta sem grandes obstáculos para ele. Em sua marcha batida rumo à anulação dos críticos, os chavistas se encarregaram de asfixiar seus rivais: parte dos líderes da coalizão opositora Mesa de Unidade Democrática (mud) está em exílio, outro grupo está inabilitado e um terceiro se constitui de presos políticos. Além disso, boa parte do eleitorado opositor não está mais na Venezuela para votar. Segundo uma pesquisa da consultoria Datincorp, 25% do eleitorado opositor ao regime Maduro emigrou da Venezuela desde as eleições parlamentares de dezembro de 2015.

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Os opositores que ficaram sofrem de déficit de carisma e têm poucas intenções de voto. Para dar ao mundo a imagem de eleições plurais, o regime chavista autorizou as candidaturas de quatro concorrentes a Maduro. O principal deles é o ex-governador Henri Falcón, um ex-chavista que integrava a coalizão mud, reunião dos 30 maiores partidos opositores do país. Falcón, porém, nunca convenceu os líderes da coalizão. Eles suspeitavam que ele era uma espécie de “cavalo de Troia” do chavismo dentro da oposição. Com sua candidatura Falcón passou a ser acusado de “traidor” e de ser “útil” para Maduro. Os outros candidatos são desconhecidos do grande público: Reinaldo Quijano (um chavista dissidente que se define opositor a Maduro, embora seja a favor da Revolução Bolivariana), Luis Alejandro Ratti (empresário com conexões chavistas) e o pastor evangélico Javier Bertucci (um chavista sem histórico algum de oposição ou dissidência, suspeito de lavagem de dinheiro no Panamá e que diz, em tom messiânico, representar“o bem e a luz”).

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Em meio à polêmica sobre os candidatos, a Smartmatic, empresa do Reino Unido encarregada da contagem dos votos eletrônicos na Venezuela, anunciou o encerramento de suas atividades no país, concluindo um período de 15 anos, ao longo dos quais trabalhou em 14 eleições (presidenciais, legislativas, municipais e plebiscitos). Segundo a empresa, após as eleições da Assembleia Constituinte em julho passado, em que o governo Maduro anunciou resultados “diferentes” daquelas computados pela Smartmatic, houve uma ruptura da relação cliente-fornecedor. No segundo semestre do ano passado, a empresa não participou de duas eleições (para governadores e prefeitos) por considerar que não existiam garantias de transparência.

Maduro está aplicando uma versão caribenha do sistema introduzido por um ditador de direita, o general Alfredo Stroessner, no Paraguai. Stroessner chegou ao poder em 1954, com a promessa de ficar “pouco tempo”, apenas o suficiente para colocar o país “em ordem”. Decidiu, porém, ficar por tempo indeterminado. Para isso, implantou uma ditadura que contava com reeleições indefinidas que eram meras encenações, pois ele sempre vencia com 90% ou até 98% dos votos. Os candidatos opositores que disputavam a eleição paraguaia eram quase simbólicos. Os líderes de peso da oposição estavam no exílio, na prisão ou haviam sido executados. Stroessner foi deposto em 1989, e a democracia voltou. Em 1992, o Parlamento paraguaio aprovou uma nova Constituição e determinou a extinção das reeleições. No caso da Venezuela, é impossível prever quanto tempo Maduro ainda ficará no poder.

EPOCA

Última actualización el Sábado, 17 de Marzo de 2018 02:34
 

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